A ‘‘intuição’’ do prefeito de Londrina Antonio Belinati (sem partido) lhe diz que ele, Rafael Greca (PFL), Cássio Taniguchi (PFL) ou Álvaro Dias (PSDB) será o próximo governador do Estado em 2002. ‘‘Um dos quatro serᒒ, afirmou, em entrevista à Folha. ‘‘Agora tanto eu como os outros vamos ter que explicar para o povo porque estamos na vida pública. Qualquer tropeço pode significar uma frustração nas urnas’’, admitiu.
Ele reconheceu que a possibilidade de candidatar-se ao governo no próximo pleito é sedutora. ‘‘Se como prefeito estou fazendo um grande trabalho, como governador esse trabalho pode ser ainda maior’’, argumentou.
Belinati diz que sente ‘‘surpreendentes manifestações de apoio’’ para que ele seja candidato. ‘‘Sinto nos discursos que o povo quer a volta do interior para o Palácio Iguaçu’’, garantiu. Ele conta que sente respaldo popular até mesmo em regiões onde nunca fez política. ‘‘E esse respaldo é fundamental’’, explica Belinati, que está na vida pública há 30 anos e é prefeito pela terceira vez.
As costuras políticas do prefeito já estão começando. Ele convidou Sandra Graça (PTB), de Arapongas, para ser sua chefe de gabinete. Sandra Graça fez 15.555 votos nestas eleições para deputada estadual, não conseguiu uma cadeira na Assembléia, mas pode abrir contatos para Belinati na região.
O próximo passo, segundo ele, será trazer o PFL para a prefeitura. O partido foi seu adversário nas eleições de 1996, assim como o PMDB, que também já tem representante em secretaria da prefeitura.
Para Belinati, o índice de aprovação de seu mandato - 85,7%, segundo pesquisas - lhe credencia para tentar vôos mais altos. ‘‘Estar bem no conceito do povo é fundamental e esse sucesso no comando da prefeitura será positivo para pleitear o apoio do povo do Paranᒒ, afirma. Ele cita suas realizações como asfalto nos bairros, construção de rede de esgoto, de escolas e postos de saúde. ‘‘Antes de completar a metade do mandato teremos cumprido todos os compromissos assumidos na campanha e realizaremos projetos que não estavam programados’’, afirmou.
Apesar de sua queda pelo governo, Belinati admite que pode ter um problema: em caso de o governador Jaime Lerner (PFL) se desencompatibilizar do cargo para disputar a Presidência da República em 2002, o prefeito estaria automaticamente afastado porque a vice Emília Belinati (PTB), sua mulher, teria que assumir o governo e a lei não permitiria sua candidatura. ‘‘Sou muito realista e não me desespero. Vou ficar aguardando se a reeleição para prefeito acaba ou não. Se existe alguém que está tranquilo sou eu. Seja uma coisa ou outra, estamos bem no conceito do povo’’, afirmou.

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