O ex-prefeito de Londrina Antonio Belinati (sem partido), o ex-presidente da extinta Comurb (atual CMTU) Kakunen Kyosen e o empresário Cassimiro Zavierucha, conhecido como Carlos Júnior devem passar o fim de semana na prisão. Os advogados de defesa deles deram entrada ontem com pedidos de habeas-corpus no Tribunal de Justiça (TJ), em Curitiba, mas o Judiciário deve julgar os pedidos somente na segunda-feira.
Os três foram presos anteontem à tarde. Belinati estava em seu apartamento, na área central de Londrina, enquanto Kakunen foi preso em seu escritório, também no centro. Carlos Júnior, ex-tesoureiro de campanha de Belinati, foi localizado em Eldorado (MS). Os três tiveram as prisões preventivas decretadas pela juíza da 4ª Vara Criminal, Fabiana Silveira Karam. O ex-secretário de Governo Gino Azzolini Neto também teve a prisão decretada, mas está foragido.
Todos os quatro réus são acusados de desviar R$ 270 mil da Comurb. O Ministério Público aponta que a maior parte do dinheiro financiou a campanha eleitoral do filho de ex-prefeito, o deputado estadual Antônio Carlos Belinati (PSL), em 1998.
O presidente do Tribunal de Justiça (TJ), desembargador Vicente Troiano Netto, declarou-se impedido de julgar o recurso de Belinati, protocolado por volta das 11 horas pelo advogado Antônio Carlos Vianna. Troiano alegou motivos de foro íntimo. Seu irmão, Ademar Troiano, foi secretário no governo Belinati durante a sua primeira gestão, ainda na década de 70.
O desembargador também se declarou impedido de julgar o pedido de Carlos Júnior. Os habeas-corpus de Belinati e de Zavierucha foram então encaminhados para o vice-presidente do TJ, Altair Patitucci. Ele recebeu o material às 16 horas, vai analisar os documentos durante o fim de semana e deve se pronunciar na segunda-feira.
O pedido de relaxamento de prisão de Kakunen foi distribuído para Troiano somente no final da tarde e ele não chegou a analisá-lo. O advogado Ronaldo Neves, que defende Kakunen, disse que estava otimista em relação à manifestação do TJ. Anteontem, o advogado havia criticado o despacho da juíza e disse que a prisão não cabia ao seu cliente. Neves justificou que Kakunen trabalha, tem residência fixa e não pode mais cometer reincidência já que não ocupa mais cargo público.
A reportagem não conseguiu falar com Vianna ontem e o advogado de Azzolini Neto, Omar Baddauy, não quis prestar informações sobre o caso.

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