O prefeito de Londrina Antonio Belinati (sem partido) descartou ontem a adoção de qualquer medida que prejudique obras e serviços. Ele afirmou que, apesar do ajuste fiscal, não pretende demitir funcionários nem suspender atendimento nas áreas da saúde, educação e limpeza pública. ‘‘Esses itens e a atração de investimentos nós não vamos sacrificar’’, garantiu.
Belinati não pretende extinguir secretarias nem cortar cargos comissionados como algumas prefeituras já estão fazendo, por considerar as contas equilibradas. ‘‘Podemos reduzir o marketing do município fora daqui, analisar o uso mais racional do telefone, tirar celulares de circulação, mas não vamos repassar problemas para a população’’.
Para o prefeito, ‘‘desgraça chama desgraça’’. ‘‘Detesto pessimismo e derrotismo. Vamos enfrentar’’, afirmou. Ele prometeu pagar o 13º salário do funcionalismo na primeira semana de dezembro. Os salários consomem 64% das receitas e correspondem a R$ 8,7 milhões. Belinati não relacionou o fôlego das contas aos R$ 186 milhões arrecadados com a venda de 45% das ações da Sercomtel. Segundo ele, o dinheiro irá para obras.
De acordo com o secretário municipal da Fazenda, Luiz César Guedes, a prefeitura deve fechar 98 com um déficit entre R$ 10 milhões e 15 milhões. ‘‘Adotaremos uma disciplina orçamentária rigorosa em 99 para garantir o zeramento do déficit’’, afirmou. Segundo ele, o orçamento previsto para o próximo ano, de R$ 270 milhões, pode ficar menor na execução. ‘‘Vamos gastar somente o que arrecadarmos’’. Guedes anunciou a criação de uma comissão de técnicos da Fazenda para analisar a execução do orçamento.

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