Belinati deixa o PDT para não criar embaraço
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sexta-feira, 11 de setembro de 1998
Patrícia Zanin 
O prefeito de Londrina Antonio Belinati desfiliou-se ontem do PDT, depois de 15 anos na sigla. Ele justificou que não quis criar embaraço para a direção do partido, que acionou a comissão de ética para analisar o seu e outros quatro casos de prefeitos pedetistas apontados como articuladores do apoio à reeleição do governador Jaime Lerner (PFL). A caça às bruxas no PDT começou depois de um jantar, há cerca de 15 dias, oferecido pelo PFL a 58 prefeitos pedetistas que manifestaram apoio a Lerner e com a divulgação, por Belinati, de uma carta aberta de apoio ao governador.
O presidente do PDT e candidato a vice-governador na chapa de Requião, Nelton Friedrich, acionou a comissão de ética para analisar o comportamento dos prefeitos Adelar Arrosi (Ibema); Onir Braghini (Matelândia); Rogério Basquetti (Céu Azul); e de Siegfried Boving (Pinhais). A comissão de ética poderá sugerir advertência, troca do comando do partido nesses municípios ou expulsão dos dissidentes.
Belinati reclamou da conduta do PDT do Paraná. O próprio comandante maior do partido, que é o Leonel Brizola, reconheceu que entendia a minha postura de apoio ao Lerner como marido da vice-governadora, alegou. Ele só pretende decidir seu novo partido depois das eleições, mas tem convite do PTB e do PFL.
O secretário de comunicação do PDT, Valmor Stédile, disse ontem à Folha que a saída de Belinati representa um problema a menos. Reduz nosso trabalho. Teríamos que analisar cinco e agora são quatro casos. Talvez dois ou três prefeitos, avessos ao diálogo, também tomem uma decisão como essa. Quando a razão e a verdade falam mais alto eles preferem se afastar, analisou. (Colaborou Leandro Donatti)


