"Os londrinenses estão percebendo que diversos temas estão sendo enfrentados e não mais ‘empurrados com a barriga’", garante Marcelo Belinati (PP)
"Os londrinenses estão percebendo que diversos temas estão sendo enfrentados e não mais ‘empurrados com a barriga’", garante Marcelo Belinati (PP) | Foto: Marcos Zanutto/9/10/2017



O prefeito de Londrina, Marcelo Belinati (PP), atribuiu o resultado na nova pesquisa do Instituto Multicultural, FOLHA e Rádio Paiquerê AM – que mostra crescimento dos índices de aprovação e de confiança nos 300 dias de sua gestão – ao trabalho que vem desenvolvendo desde o início do governo, embora admita que as ações "ainda estão muito longe da necessidade da população". A aprovação do pepista na pesquisa divulgada ontem é de 57,5%, quatro pontos acima da aprovação registrada na pesquisa de 200 dias de governo.

O índice chama a atenção justamente porque há pouco menos de um mês, o prefeito conseguiu aprovar na Câmara projeto impopular – a revisão da PGV (Planta Genérica de Valores) que, na prática, vai representar aumento de IPTU para 98% dos imóveis da cidade. Os novos valores individuais serão conhecidos somente a partir de janeiro, quando as contribuintes começam a receber os carnês. "Os londrinenses estão percebendo que diversos temas estão sendo enfrentados e não mais 'empurrados com a barriga'. São temas polêmicos, mas o diálogo sério e transparente é necessário", disse Belinati.

Entre os temas polêmicos que disse estar enfrentando, o prefeito citou a restrição do passe livre do transporte coletivo, a situação financeira complicada da Sercomtel e da Caapsml (Caixa de Assistência, Aposentadoria e Pensões dos Servidores do Município) e a reforma administrativa, que pretende concretizar em breve. "Estamos trabalhando para reverter este quadro."

Questionado sobre a insatisfação dos entrevistados quanto aos serviços públicos, Belinati disse que "ao longo dos anos, os serviços públicos foram se deteriorando". "Tem bairros que ficaram muito tempo sem qualquer presença do poder público. Agora, estamos indo a todos os lugares e a população está sentindo a mudança. É claro que muito longe do que necessário, mas a mudança começou." Os campeões de reclamação, conforme a pesquisa, são a poda de árvores, asfalto e saúde. "Hoje, estamos fazendo poda de árvores cujos requerimentos forma feitos em 2009", declarou o prefeito, acrescentando que um novo modelo será implantado.

Ele também disse que até o final do ano vários serviços serão reformulados, ampliados e melhorados. "Ficamos esses nove meses planejando, estudando e viabilizando. Agora, vamos começar a implantar as mudanças", afirmou prometendo um "grande programa de asfalto" e "grandes mudanças" em vários setores.

CÂMARA
O presidente da Câmara, Mário Takahashi (PV), também comentou a pesquisa, que revelou baixíssima aprovação do Poder Legislativo: 65,5% dos 602 entrevistados disseram não ter nenhuma confiança; 16% declararam ter quase nenhuma confiança; 12%, alguma confiança; e somente 6,5% responderam ter muita confiança. Congresso Nacional e partidos políticos também tiveram péssima avaliação.

Takahashi imputou o baixo desempenho à crise política e ao desgaste dos políticos no Brasil. "É alta a crise. Acredito que é uma crise em relação às instituições que representam a esfera política, independentemente de quais sejam." Ele, porém, conseguiu olhar os números com algum otimismo. "O lado positivo em relação à Câmara Municipal de Londrina é que na última pesquisa, feita em julho, apenas 4,5% das pessoas entrevistadas disseram que a imagem era positiva e nessa última ficou em 6,5% de total confiança. Partindo desse índice, começamos a caminhar para um resultado melhor."

O presidente da Câmara também menciona o vereador cassado Emerson Petriv (PR), o Boca Aberta, como responsável pela imagem negativa. "Esses fatos contribuem sim para uma imagem não tão boa da Câmara. Essas questões polêmicas ganham maior repercussão na mídia o que passa a imagem que a Casa só discute isso, mas é justamente o contrário. A polêmica representa um percentual pequeno em relação aos inúmeros trabalhos que executamos na Câmara", defendeu.

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