O prefeito cassado e afastado de Londrina Antonio Belinati (PFL) apareceu pela segunda vez ontem na TV, pedindo votos para o candidato de seu partido à prefeitura, Farage Kouri. A primeira participação de Belinati no horário eleitoral gratuito na TV foi na segunda-feira à noite. Ontem, ele falou no horário do almoço e também à noite.
Antes de pedir votos para Farage, no horário da tarde, Belinati teve sua carreira política – de 32 anos – rememorada com fotos antigas e um histórico. Ele iniciou a trajetória como vereador. Obras construídas por Belinati em suas duas gestões anteriores e na atual, como a rodoviária e o Pronto Atendimento Infantil (PAI), também foram exibidas.
Ele ocupou a maior parte do programa, de quase 7 minutos. A assessoria de Farage teve o cuidado de adiar a aparição de Belinati na telinha, que só ocorreu depois do arquivamento da segunda Comissão Processante (CP) contra ele. A CP foi engavetada no sábado e rendeu ‘‘comemoração’’ no programa de Farage.
A apresentadora usou o mesmo discurso batido de Belinati. ‘‘Você sabe por que Belinati foi cassado?’’, perguntou a apresentadora. Em seguida, ela mesmo respondeu, citando uma série de ‘‘realizações’’ do ex-prefeito – insinuando perseguição política. Belinati foi cassado na Câmara dos Vereadores por infração político-administrativa. O Legislativo constatou, depois de uma Comissão Processante, gastos excessivos e promoção pessoal na inauguração do PAI.
Ontem à tarde, o candidato pelo PFL, Farage Kouri, disse que a aparição de Belinati nos programas de TV e rádio foram positivas. Segundo ele, o apoio do prefeito começou nas reuniões e comícios e, a partir de agora, foi para o horário eleitoral. ‘‘Entendemos que era exatamente a hora dele entrar; é um político bem quisto e com respaldo da população’’, afirmou.
Sobre o fato de Belinati poder dividir o eleitorado – em virtude do desgaste registrado neste último mandato, que culminou com a cassação do mandato dele pela Câmara – o candidato disse que não se pode ter unanimidade. ‘‘Nossa idéia é crescer, mas faz parte do processo político’’, afirmou. (Colaboraram P.L. e Lúcio Horta)

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