Belinati aparece para pedir votos a Farage
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 30 de agosto de 2000
Patrícia Zanin De Londrina 
O prefeito cassado e afastado de Londrina Antonio Belinati (PFL) apareceu pela segunda vez ontem na TV, pedindo votos para o candidato de seu partido à prefeitura, Farage Kouri. A primeira participação de Belinati no horário eleitoral gratuito na TV foi na segunda-feira à noite. Ontem, ele falou no horário do almoço e também à noite.
Antes de pedir votos para Farage, no horário da tarde, Belinati teve sua carreira política de 32 anos rememorada com fotos antigas e um histórico. Ele iniciou a trajetória como vereador. Obras construídas por Belinati em suas duas gestões anteriores e na atual, como a rodoviária e o Pronto Atendimento Infantil (PAI), também foram exibidas.
Ele ocupou a maior parte do programa, de quase 7 minutos. A assessoria de Farage teve o cuidado de adiar a aparição de Belinati na telinha, que só ocorreu depois do arquivamento da segunda Comissão Processante (CP) contra ele. A CP foi engavetada no sábado e rendeu comemoração no programa de Farage.
A apresentadora usou o mesmo discurso batido de Belinati. Você sabe por que Belinati foi cassado?, perguntou a apresentadora. Em seguida, ela mesmo respondeu, citando uma série de realizações do ex-prefeito insinuando perseguição política. Belinati foi cassado na Câmara dos Vereadores por infração político-administrativa. O Legislativo constatou, depois de uma Comissão Processante, gastos excessivos e promoção pessoal na inauguração do PAI.
Ontem à tarde, o candidato pelo PFL, Farage Kouri, disse que a aparição de Belinati nos programas de TV e rádio foram positivas. Segundo ele, o apoio do prefeito começou nas reuniões e comícios e, a partir de agora, foi para o horário eleitoral. Entendemos que era exatamente a hora dele entrar; é um político bem quisto e com respaldo da população, afirmou.
Sobre o fato de Belinati poder dividir o eleitorado em virtude do desgaste registrado neste último mandato, que culminou com a cassação do mandato dele pela Câmara o candidato disse que não se pode ter unanimidade. Nossa idéia é crescer, mas faz parte do processo político, afirmou. (Colaboraram P.L. e Lúcio Horta)


