Belinati anuncia novos nomes e redução do primeiro escalão
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quinta-feira, 29 de dezembro de 2016
Loriane Comeli<br>Reportagem Local 
A quatro dias de tomar posse como prefeito de Londrina, Marcelo Belinati (PP) está terminando a escolha do secretariado, com a intenção de reduzir até 40% o número de pastas. Atualmente, são 29 secretarias, autarquias, companhias e empresas públicas e até essa quarta-feira (27) 14 nomes foram confirmados. Belinati adiantou que, inicialmente, em razão da necessidade de economia de recursos e com a finalidade de agilizar processos, algumas pastas serão acumuladas pelo mesmo titular.
Os nomes confirmados ontem foram o do suplente de vereador Douglas Pereira (PTB) para a Administração de Cemitérios e Serviços Funerários (Acesf); o do empresário Luiz Carlos Ihity Adati para a Sercomtel (leia mais em Economia); o agente da Polícia Federal Carlos Augusto Nasser para a Defesa Social; o do advogado e procurador jurídico da prefeitura João Luiz Esteves para a Procuradoria-Geral do Município (PGM); o de Bruno Ubiratan, presidente do PP, para a chefia de Gabinete.
Ainda faltam nomes para a Secretaria Municipal do Ambiente (Sema) já que o ambientalista Camillo Kemmer Vianna declinou (leia mais nesta edição); para a Gestão Pública e Recursos Humanos, pastas que devem ser de responsabilidade de uma única pessoa, provavelmente um servidor de carreira ativo ou aposentado, segundo Belinati; para a Secretaria de Obras, cujo titular deve acumular a de Agricultura e também deve ser um servidor; e para a Cultura. "Estou decidindo entre dois nomes", revelou o perfeito eleito. A superintendência da Caixa de Assistência, Aposentadoria e Pensões (Caapsml) também segue indefinida.
As pastas do Idoso e Política para a Mulher serão ocupadas, inicialmente, pela futura secretária de Assistência Social, Nádia Moura. "Mas, é preciso ressaltar que não haverá corte de nenhum projeto ou programa", garantiu Belinati.
O Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano (Ippul) deve ser acumulado pelo presidente da Codel, Nado Ribeirete. "Vamos criar a Secretaria de Desenvolvimento, que vai englobar a Codel, Ippul e um Escritório de Projetos, que ainda vai ser criado. Também haverá neste órgão um setor específico que centralize os alvarás", delineou.
Quanto à Controladoria-Geral, o futuro prefeito disse que continuará sob a responsabilidade de João Carlos Barbosa Perez, escolhido na gestão do prefeito Alexandre Kireeff (PSD) a partir de um processo de lista tríplice e sabatina feito pelo Conselho Municipal de Transparência e Controle Social. Também deve ser um servidor de carreira que irá ocupar a Corregedoria-Geral, decisão que foi adotada na PGM. "Se você utilizar um servidor, vai fazer economia de R$ 720 mil em quatro anos", contabilizou.
Belinati também defendeu uma "reformulação profunda" na Companhia de Habitação (Cohab) com objetivo de cortar cargos comissionados. "A Cohab tem um custo mensal para cargos de indicação política perto de R$ 200 mil por mês. A ideia é fazer um corte vertical nos salários dos diretores já na primeira reunião do conselho de administração", defendeu Belinati, acrescentando que ainda não escolheu o titular da companhia.
LOTEAMENTO
Questionado sobre as indicações partidárias em seu governo três secretários são do PTB do deputado federal Alex Canziani, Belinati disse que "o critério partidário não está entrando neste processo de escolha" "É claro que a gente aceita sugestões e não tenho nenhuma objeção por ser filiado a partido político."
Sobre como acomodar o PMDB de seu vice, João Mendonça, Belinati disse que o partido estará muito bem representando pelo "papel fundamental" que o vice desempenhará em sua administração. "Ele vai administrar em conjunto."
O futuro secretário de Governo e coordenador da equipe de transição de Belinati, Marcelo Canhada, disse que existe a possibilidade de contemplar o partido do vice com uma secretaria, mas caso isso não seja possível devido ao enxugamento, há cargos de segundo escalão que poderiam ser destinados aos "quadros qualificados" do PMDB.


