Na região Sul, em Laranjal do Jari, a margem do rio é ocupada pelo Beiradão - uma fileira de palafitas de quase 11 quilômetros. A maior parte de seus moradores veio de outros Estados. Alguns tentaram a vida em Macapá, como camelôs ou biscateiros, mas logo descobriram que o comércio não anda bem. O governo do Estado continua sendo a mais importante fonte de renda na cidade e os migrantes não têm contatos nesse setor já congestionado.
‘‘A área de livre comércio trouxe expectativa de emprego, mas gerou uma enorme demanda social’’, observa o governador João Alberto Capiberibe (PSB). Seu vice, Hidelgardo Alencar (PT), sugere uma comparação do comércio local de importados com Jarilândia, também no sul. ‘‘No tempo do projeto de Mineração Jari, havia escola, hospital e água fluoretada’’, conta. ‘‘Quando o projeto foi desativado, o lugar virou uma cidade-fantasma’’.

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