O prefeito eleito Antonio Belinati anunciou ontem o médico Agajan Der Bedrossian (foto) para dirigir a Autarquia Municipal de Saúde. Bedrossian foi secretário de Saúde nas duas gestões anteriores de Belinati, a primeira interinamente e a segunda como titular. O prefeito eleito justificou a indicação afirmando que foi obrigado a rever a sua posição de não nomear nenhum ex-secretário de gestões anteriores para o mesmo cargo na futura administração, conforme declarou semana passada para a Folha de Londrina.
‘‘A vontade seria fazer um rodízio, mas houve um apelo unânime dos setores de saúde para a volta dele ao cargo’’, justificou o prefeito eleito. De acordo com Belinati, apesar da nomeação de Bedrossian, o propósito de não repetir ex-secretário para o mesmo cargo continua de pé. ‘‘Queremos alternar o máximo possível, mas na Saúde entendemos que seria mais útil alguém que conhece bem o cargo. Em determinados setores vale a inovação, a criatividade, mas em outros o que conta mesmo é a experiência’’, argumentou.
Bedrossian disse que administrar a pasta da Saúde é sempre um desafio, mesmo já tendo passado pela experiência duas vezes. ‘‘Venho acompanhando o setor de Saúde de Londrina há 20 anos, desde a época da instalação dos primeiros postos de saúde, pelo prefeito Antonio Belinati’’. Bedrossian é também o atual diretor da 17ª Regional de Saúde.
O novo desafio, disse o futuro superintendente da Autarquia, será administrado com certa facilidade. É que, segundo ele, o pessoal da área da saúde foi o que melhor se organizou durante a campanha eleitoral: ‘‘Já entro com um programa pré-definido, com uma equipe grande’’.
Um dos programas a serem implantados, anunciou Bedrossian, é o PAI (Pronto Atendimento Infantil), promessa de campanha do prefeito eleito. Outros projetos envolverão vários segmentos da área de saúde, como a Universidade Estadual de Londrina, o governo do Estado, a Fundação Nacional de Saúde, entre outros.
A política municipal para o setor, revelou Bedrossian, sofrerá mudanças: ‘‘Vamos trabalhar para a globalização da saúde. Não temos um sistema único de saúde, o que temos é um sistema múltiplo de saúde. Ou seja, o município tem a sua política, o Estado tem a sua, a Universidade idem - através do Hospital Universitário - e a Fundação Nacional de Saúde também. A proposta é de unificar todos os serviços em torno de uma política única, respeitando a individualidade de cada segmento’’.
O papel do futuro superintendente, reforçou Bedrossian, será o de ser a ligação entre as mais variadas instituições da área de saúde e nos mais variados níveis de competência. ‘‘Cada segmento falava a sua língua e isso não ocorria por culpa de alguém’’, acrescentou. (P.Z.)

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