A revista ''IstoÉ'' desta semana aponta que ''pelo menos US$ 10 bilhões dos US$ 30 bilhões lavados na extinta agência do Banestado em Nova York entre 1996 e 1997 poderiam ser recuperados se a agência do banco estatal tivesse sido fechada em 1997''. A agência foi fechada em março de 1999. A afirmação se baseia num fluxograma do órgão federal americano responsável pela fiscalização dos bancos (OCC) de 1997, apresentado ao BC.
O procurador Luiz Francisco de Souza disse achar ''estranho'' que ''após dois anos de ter sido detectada a lavanderia nos EUA, o Banestado de Nova York tenha continuado a ser usado por doleiros''. A revista ainda traz uma nova conta descoberta no Banestado e que está relatada no laudo da Polícia Federal, em nome da offshore Sunfox, empresa com sede nas Ilhas Virgens Britânicas, que teria movimentado US$ 93 milhões entre 96 e 97.
Através dessa conta, teriam passado cerca de US$ 176 mil para uma conta do banqueiro Paulo Konder Bornhausen, no Banco do Brasil em Nova York. Uma operação foi identificada em nome do irmão do empresário, o senador Jorge Bornhausen (PFL-SC), no valor de US$ 16 mil. O senador informou que ''jamais usou qualquer esquema ilegal para remeter recursos ao exterior'' e apresentou uma declaração do BB atestando que ele não é titular da conta citada.
A conta da Sunfox também teria sido intermediária de uma transferência de R$ 160 mil para uma conta no Banco Real de Miami titulada pelo empreário, ex-deputado federal e deputado distrital de Brasília, Wigberto Tartuce (PPB). Conforme o advogado de Tartuce, Flávio Rodovalho, a família do deputado morava em Miami, o que justificaria a transação.

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