BC errou no cálculo das dívidas, diz Taniguchi
Emerson Cervi
De Curitiba
O prefeito Cassio Taniguchi (PFL) disse ontem que o Banco Central (BC) errou ao divulgar, na semana passada, que Curitiba seria uma das capitais mais endividadas no Brasil, acumulando débitos de R$ 650 milhões. A afirmação foi feita durante pronunciamento na sessão de abertura da Câmara Municipal de Curitiba. Taniguchi disse que esse número é um equívoco.
Segundo o prefeito, o BC considerou como dívida o passivo de R$ 250 milhões da Companhia de Habitação de Curitiba. Esses valores são devidos pelos mutuários, o débito da prefeitura é de R$ 280 milhões, muito abaixo do divulgado, afirmou.
Taniguchi também antecipou que depois do Carnaval enviará à Câmara um projeto de lei criando o Conselho Municipal de Zoneamento. A criação foi uma das exigências que o setor da construção civil fez durante as discussões da nova lei de zoneamento. Já temos uma minuta, falta apenas discutir com os vereadores a composição do órgão, explicou.
O prefeito espera, para esse ano, um acirramento das discussões políticas na Câmara, principalmente entre os opositores ao governo. Esse é um ano eleitoral e o que vale para alguns vereadores é jogar para a torcida.
Para o líder do governo na Câmara, vereador Mario Celso Cunha (PFL), haverá mais discussões ideológicas do que técnicas em plenário. O que é normal já que muitos pretendem tentar a reeleição, opinou. Já o oposicionista Tadeu Veneri (PT) não acredita em mudanças significativas na postura dos vereadores. A maioria faz campanha em redutos localizados, com base em obras feitas pelo município, afirmou.
Ontem, Veneri denunciou o prefeito Cassio Taniguchi ao Ministério Público. Segundo o vereador, a incorporação das taxas de iluminação pública e coleta de lixo ao valor do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) é inconstitucional.





