Arquivo FolhaMissão ingrataGionédis: secretário está em Brasília tentando fechar acordoO governo do Paraná está enfrentando dificuldades para fechar o acordo com o governo federal para sanear o Banestado e rolar sua dívida mobiliária. O governador Jaime Lerner (PFL) viajou na quarta-feira a Brasília com a expectativa de liquidar a questão em audiências com o ministro da Fazenda, Pedro Malan, e com o presidente da República, Fernando Henrique Cardoso (PSDB), mas não obteve êxito.
Exigências do Banco Central estão retardando a conclusão das negociações, que deverão estar encerradas na próxima semana. Em troca da ajuda financeira para sanear o Banestado - cujo rombo é de R$ 1,7 bilhão - o BC está exigindo do governo do Paraná, segundo um funcionário graduado do Palácio Iguaçu, o repasse, até segunda-feira, de R$ 700 milhões do Tesouro estadual para o banco. Do contrário, o banco sofrerá intervenção e entrará em processo de privatização, o que poderá ocorrer no prazo de um ano. O funcionário garante que o governo não está disposto a realizar uma operação emergencial de venda das ações da Copel, Sanepar e Banestado Reflorestadora.
Lerner voltou ontem para o Paraná, mas deixou o seu secretário da Fazenda, Giovani Gionédis, trabalhando em Brasília com a missão de vencer resistências e fechar um acordo satisfatório sobre o Banestado e as dívidas mobiliárias do Estado. Gionédis passou horas tratando, a portas fechadas, do saneamento e da rolagem com o diretor de assuntos de reestruturação do sistema financeiro estadual e das dívidas dos estados, Paulo Zaghen.
A assessoria de Lerner informou que, apesar das pressões do Banco Central, o governador está otimista com o desfecho favorável das negociações com o governo federal. O BC silenciou ontem sobre o assunto. A assessoria do banco disse não ter os detalhes das exigências feitas pela direção da entidade. (Colaborou José Antonio Pedriali)

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