BRASíLIA - O Banco do Brasil divulgou ontem as conclusões de sua auditoria sobre a quebra de sigilo bancário de nove parlamentares do PPB. Nenhum funcionário foi apontado como responsável pelo vazamento de dados, o que, de imediato, impede a entrada da Polícia Federal nas investigações. ‘‘Foi uma manobra jurídica para encobrir os culpados’’, acusou o presidente da Associação dos Funcionários do BB (Anabb), Walmir Marques. Concluída na quarta-feira, a auditora iria incriminar o funcionário Plínio Gonçalves Dutra, da coordenadoria parlamentar, mas houve um recuo na última hora.
O recuo do Banco do Brasil foi mal recebido na área política. Na quarta-feira, diretores do banco deixaram vazar a informação de que a auditoria iria incriminar Manoel Pires, Waldemar Júnior e um funcionário de escalão inferior, Plínio Dutra. No dia seguinte, apenas Dutra deveria ser punido. ‘‘Foi uma reação corporativa’’, lamentou um assessor do Planalto. O ministro Luiz Carlos Santos, que tinha as demissões como certas, foi surpreendido pela nota, divulgada no final da tarde sem maiores explicações. ‘‘Vou repensar minha vida’’, disse a um amigo. Ele tem péssimo relacionamento com o BB.

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