Brasília - O Banco do Brasil negou ontem, por meio de nota distribuída à imprensa, que exista irregularidades nos contratos de ''leasing'' fechados com o PT nos últimos anos. Entre 2002 e 2003 -nos dois primeiros anos do governo Lula -, o partido do presidente obteve do BB um financiamento de R$ 20 milhões. Esse crédito foi oferecido por meio de ''leasing'', uma espécie de contrato de aluguel que pode ser usado para financiar a compra de determinados bens. Esses recursos permitiram a compra de computadores e impressoras para os diretórios petistas.
Na nota, o BB não confirma valores, prazos ou taxas de juros das operações fechadas com o PT, mas diz que, ''após autorização expressa do cliente'', atendeu a um requerimento da mesa do Senado e enviou para lá detalhes dos contratos. O texto afirma que ''assim como ocorre com os demais processos de crédito, a operação com o Partido dos Trabalhadores seguiu todos os trâmites e parâmetros técnicos do BB''. A nota também ressalta que ''o Partido dos Trabalhadores é cliente do Banco do Brasil desde 1991 e tem relação de crédito com a instituição desde 2001''.
Em 2004, os contratos fechados entre BB e PT foram objeto de um processo aberto no TCU (Tribunal de Contas da União), numa apuração que se concentrou nos juros praticados nos financiamentos. A nota do BB afirma que ''o TCU julgou improcedente os questionamentos existentes sobre a operação e decidiu pelo seu arquivamento''.
O BB também confirmou a troca de dois de seus vice-presidentes. O vice-presidente de Varejo, Edson Monteiro, será substituído por Antônio de Lima Neto, ambos funcionários de carreira do banco. Na vice-presidência de Finanças, Luiz Eduardo Franco de Abreu sai para dar lugar a Aldo Luiz Mendes.

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