São Paulo - O ex-militante italiano de extrema esquerda Cesare Battisti, detido no Brasil, declarou à rede de TV franco-alemã Arte que prefere se matar caso tenha que voltar para seu país. Ele aguarda decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre um pedido de extradição da Itália. ''Não voltarei para a Itália, não chegarei vivo à Itália, tenho medo demais de chegar à Itália. Se há uma coisa que ainda é possível escolher, é o momento de sua própria morte'', disse.
Condenado à prisão perpétua em seu país por quatro assassinatos, Battisti recebeu status de refugiado político do ministro Tarso Genro (Justiça). O italiano é ex-militante de do Proletários Armados pelo Comunismo. Ele nega que tenha cometido os assassinatos. A concessão do refúgio gerou mal-estar diplomático entre Brasil e Itália. Em parecer enviado ao STF na semana passada, o procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, que antes tinha se manifestado pela extradição, considerou legítimo o refúgio a Battisti.

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