Bate-boca na Câmara de Curitiba
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 28 de fevereiro de 2003
Andréa Lombardo<br> Equipe da Folha 
Curitiba Ânimos exaltados e bate-boca entre vereadores da situação e oposição marcaram a audiência pública de prestação de contas da Prefeitura de Curitiba referente ao exercício de 2002 , realizada ontem na Câmara Municipal. O clima ficou tenso depois que o presidente da Comissão de Economia, Finanças e Fiscalização, vereador Luís Ernesto (PSDB), decidiu cancelar a sessão cerca de 45 minutos antes do horário previsto para o término, alegando que o líder da oposição, vereador André Passos (PT), estaria tentando tumultuar a audiência ao fazer um comentário de cunho político e não técnico. Cerca de 400 pessoas participaram da reunião.
Passos alega que fez um ''comentário positivo'' em relação às considerações do secretário de Finanças em exercício, João Luiz Marcon, quando ele falou sobre a escassez de recursos para os municípios e a necessidade da reforma tributária. O vereador admite que chegou a fazer referência ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas que não teve intenção de levar a discussão para o lado político-partidário. ''Não fiz nenhuma colocação desrespeitosa'', defendeu-se.
O líder da oposição disse que, informalmente, já solicitou ao presidente da Câmara Municipal, vereador João Cláudio Derosso (PSDB), que haja continuidade na audiência. Passos entende que a discussão da prestação de contas ficou prejudicada. Ele dirigiu três perguntas a Marcon, que ficaram sem resposta. O vereador questionou uma provável insuficiência de caixa de R$ 71,1 milhões, enquanto a prefeitura divulga superávit de R$ 6,1 milhões. Também perguntou sobre os investimentos previstos e efetivamente realizados e quanto à dívida consolidada que, segundo ele, teve um crescimento de 48,91%, passando de R$ 366,6 milhões, em 2001, para R$ 543,5 milhões, em 2002.


