Luiz Gushiken reagiu a provocações de parlamentares da oposição e a acusações contra o governo. Bateu boca com os deputados Eduardo Paes (PSDB-RJ) e Ônyx Lorenzoni (PFL-RS). Ao senador Álvaro Dias (PSDB-PR) pediu que se retratasse das acusações contra ele de envolvimento no esquema de corrupção investigado pela CPI. ''Não faço nenhuma retratação porque é tudo fruto de minha convicção pessoal. O senhor é responsável sim por aditivos em contratos, nomeações em comissões que decidem sobre verbas de publicidade e tem responsabilidade em nomeações de fundos de pensão'', disse o senador.
O deputado Ônyx Lorenzoni disse que Gushiken e outros integrantes do governo teriam incorrido em crimes como ''formação de quadrilha, corrupção passiva, prevaricação e peculato'', entre outros. ''Sem o senhor na Secom, o senhor Marcos Valério não existiria'', afirmou Lorenzoni. Gushiken disse que as acusações eram ''levianas'' e que o deputado tinha de provar sua participação no crime de formação de quadrilha. Afirmou que todos os contratos de publicidade das estatais foram fechados de acordo com a Lei das Licitações.
''Uma quadrilha se apoderou do governo Lula'', retrucou o deputado, em voz alta. ''São acusações levianas, acusações caluniosas o que o senhor faz'', insistiu Gushiken. O deputado Asdrúbal Bentes (PMDB-PA), que presidia a audiência naquele momento, teve de intervir e pedir aos dois que se acalmassem. Já o deputado Eduardo Paes disse que o publicitário Marcos Valério (acusado de ser o operador do ''mensalão'') esteve nos ''intestinos do governo''. (Folhapress)

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