Bate-boca entre deputados chega ao Conselho de Ética
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terça-feira, 16 de outubro de 2012
José Lazaro Jr. <br> Reportagem Local 
Curitiba - Após a troca de acusações com outros deputados estaduais, Cleiton Kielse (PEN) entregou ontem ao Conselho de Ética da Assembleia Legislativa (AL) do Paraná a documentação que juntou sobre o suposto envolvimento de políticos com o ''lobby'' das concessionárias de pedágio. Na data acabava o prazo estipulado pelo conselho para que ele desse nome aos deputados supostamente ligados a esse esquema de tráfico de influência.
Em julho, a Mesa Executiva pediu que o conselho investigasse Kielse por quebra de decoro parlamentar, após declarações polêmicas dele em plenário. Ele havia acusado a AL de estar sobre a influência da ''máfia do pedágio'', sem citar os envolvidos. Pressionado pelo processo no conselho, Kielse acusou nominalmente a cúpula diretora da AL e outros deputados nessa segunda-feira.
A documentação que juntou para provar essas ''ligações perigosas'' será distribuída hoje pela manhã aos membros do Conselho de Ética, presidido pelo deputado Edson Praczyk (PRB).''As denúncias são muito sérias e as réplicas foram mais sérias ainda'', declarou Praczyk, referindo-se ao bate-boca entre Kielse e Ney Leprevost (PSD) na ocasião.
Kielse disse que Leprevost teria ''vendido'' a retirada da assinatura na CPI dos Pedágios em troca de doação para a sua campanha política. Dando o troco, o político do PSD disse que a família de Kielse está ligada à grilagem de terras, abuso de poder e ''pistolagem''. Agora eles vão investir um contra o outro na Justiça comum e no Conselho de Ética da AL. Ambos pedirão indenizações por danos materiais, além de punição política dentro da AL por quebra de decoro parlamentar.
Leprevost disse que Kielse fez ''denúncias alopradas'' e que é amigo da família Almeida, cujos membros doaram dinheiro para sua campanha política. ''Não tem nada a ver com pedágio'', disse. O político do PEN disse que Leprevost reagiu no 'desespero''. ''Eu não sou eleitor dele, nem o contrário. Eu devo explicações ao povo do Paraná, que tem sofrido com mortes nas estradas pedagiadas'', disse Kielse. Praczyk avaliou que a situação é ruim para a imagem do Legislativo, e que conduzirá todo o processo com isenção.


