Batalhas com a bancada ruralista
A dificuldade imediata que o novo governo vai enfrentar, segundo Teixeira, é a recomposição da estrutura administrativa dos órgãos voltados para a reforma agrária, como o Instituto Nacional de Colonização e Roforma Agrária (Incra), que ele diz terem sido ''desmontadas pelo atual governo''.
Teixeira prevê ainda duas batalhas políticas no parlamento, entre a base do novo governo e a bancada ruralista, para aprovar medidas que ele considera indispensáveis à reforma agrária. A primeira delas é a derrubada da Medida Provisória que regulamenta uma espécie de juro compensatório para os donos de terras cujas desapropriações estejam sendo contestadas na Justiça.
''O País paga 6% de juro ao ano, baseado em um suposta possibilidade de receita que seria gerada na propriedade em litígio. Acontece que elas foram desapropriadas justamente por serem improdutivas'', acusa Teixeira. Ele defende ainda a extensão para 10 anos do prazo de pagamento dos Títulos da Dívida Agrária (TDAs) das áreas desapropriadas para fins de reforma agrária. Hoje, o prazo é de três anos.
''Estas medidas diminuiriam a pressão sobre o Tesouro e permitiriam implantar um vasto programa de reforma agrária durante os quatro anos do governo Lula'', diz.





