Bastos se oferece para esclarecer violação
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quinta-feira, 06 de abril de 2006
Agência Estado 
Brasília - O ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, ofereceu-se ontem para prestar esclarecimentos no Congresso sobre o episódio da violação do sigilo bancário do caseiro Francenildo Costa. Em ofício encaminhado aos presidentes do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) e da Câmara, Aldo Rebelo (PC do B-SP), Bastos disse que comparecerá a qualquer uma das casas do Legislativo, em data a ser marcada e de acordo com a vontade dos parlamentares. Além de enviar o ofício aos dois presidentes, Bastos telefonou para eles ontem à tarde para reiterar a intenção de falar no Congresso.
Renan e Aldo combinaram de fazer uma sessão conjunta do Senado e da Câmara para ouvir o ministro. Vão negociar com ele a melhor data. Bastos pretende dizer que não teve nada a ver com a violação do sigilo bancário do caseiro. E que nem autorizou seu chefe de gabinete, Cláudio Alencar, e o secretário de Defesa Econômica, Daniel Goldberg, a conversarem com o ex-ministro Antonio Palocci na noite do dia 16, entre 23 horas e meia-noite, para tratar das formas de investigar a movimentação bancária do caseiro.
Os dois auxiliares de Bastos já prestaram depoimento à Polícia Federal. Contaram que foi o próprio ministro Palocci quem os chamou. Disseram ainda que Palocci os consultou sobre a possibilidade de pôr a PF e a Secretaria de Defesa Econômica nos calcanhares de Francenildo. O caseiro desmontou as afirmações de Palocci à CPI dos Bingos, pois o então ministro da Fazenda, ao prestar depoimento ali, afirmou que nunca frequentara uma mansão no Lago Sul, em Brasília, onde reunia-se a chamada ''República de Ribeirão''.


