James Alberti e
Israel Reinstein
De Curitiba
O nome do ex-corregedor da Polícia Civil, Annibal Bassan Júnior, pôs fogo ontem na disputa pela vaga de delegado-geral. O novo chefe da Polícia Civil será anunciado hoje. Durante o dia todo, Bassan foi visto como o mais cotado para assumir a vaga deixada pelo delegado João Ricardo Képes Noronha, acusado de envolvimento com o narcotráfico e foragido da Justiça.
A candidatura de Bassan ganhou fôlego depois da posse de José Tavares na secretaria da Segurança Pública, na manhã de ontem. Ao meio dia, o ex-governador Paulo Pimental disse, em seu programa na TV Iguaçu, que Bassan seria o novo delegado-geral. Era, conforme Pimentel, fato consumado. Na posse, Tavares disse que só falava do assunto hoje.
Procurado pela Folha, Bassan negou ter recebido qualquer convite. ‘‘Conheço o Tavares há 20 anos. Ele sabe como penso, nós conversamos, mas não recebi nenhum convite’’, afirmou. Alguns delegados acreditam que a exposição do nome de Bassam era uma estratégia de adversários para ‘‘queimar’’ uma possível indicação.
O ex-corregedor tem respaldo junto a delegados que apoiaram o trabalho da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Narcotráfico, como Adauto Abreu de Oliveira, chefe do Grupo Força Especial de Repressão Antitóxico (Fera). Para Adauto, Bassan é um nome com grande credibilidade entre os policiais. ‘‘Jamais houve qualquer acusação contra ele, nas diversas funções que exerceu até hoje’’, disse Adauto.
Delegados aposentados, como Raimundo Nonato Siqueira, Almir Vilela e Elói França, também estariam na disputa da vaga. Outros nomes cotados são os dos delegados Paulo Ernesto Cunha, Luiz Fernando Artigas e Renato Ortolani de Souza. Ortolani era assessor civil do ex-secretário Cândido Martins de Oliveira. Paulo Ernesto Cunha ocupa o cargo de chefe da Divisão Policial da capital. E Luiz Fernando Artigas é delegado chefe da 6ª Subdivisão Policial de Foz do Iguaçu.