Base rejeita pedidos de informação
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quarta-feira, 14 de março de 2007
Rodrigo Lopes<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Requerimentos de deputados pedindo informações sobre diferentes áreas do governo do Estado têm gerado discussões acaloradas na Assembléia Legislativa nas duas últimas semanas. Parlamentares da bancada de oposição ao governador Roberto Requião (PMDB) e até mesmo alguns de seus aliados têm reclamado do fato de não consguirem aprovar as solicitações e acusam o governo de falta de transparência. Já os deputados que apóiam Requião alegam que os pedidos estão sendo rejeitados por serem mal formulados.
Na última terça-feira, o líder da oposição, Valdir Rossoni (PSDB), protocolou requerimento que solicitava detalhes sobre os contratos assinados pela Secretaria de Estado de Obras Públicas (Seop) nos últimos quatro anos. O tucano teria recebido denúncias de que aditivos aos contratos, aumentando os valores das obras, seriam regra na Seop. O pedido, no entanto, foi negado graças ao posicionamento da bancada governista. Ontem, Rossoni entrou com novo requerimento. Desta vez, queria que a Assembléia pedisse ao Tribunal de Contas do Estado (TCE) que abrisse auditoria para analisar os contratos da Seop. Novamente, a maioria governista rejeitou o pedido.
''O governo apodrece e não tem como dar explicações'', criticou o tucano. Ele lamentou ainda que o governador tenha revogado um decreto assinado em 2003, que obrigava os órgãos do Estado a prestar as informações solicitadas pela Assembléia em no máximo 5 dias após a aprovação dos pedidos pela Assembléia. ''Agora entendo por que foi revogado'', disse.
Outro parlamentar que vem tendo seus requerimentos negados é Jocelito Canto (PTB), que integra a bancada de apoio a Requião. Apenas nesta semana, foram três pedidos rejeitados. Na última terça, Canto fez um discurso acalorado em plenário, criticando a postura do bloco governista. ''Eu estranho essa atitude porque o próprio governador fez pronunciamentos defendendo a transparência e agora a postura mudou'', disse o deputado, que chegou a rasgar seu discurso e atirar os papéis no chão.
O líder da bancada governista, Luiz Cláudio Romanelli (PMDB), afirmou que os pedidos não estão sendo aprovados por serem mal formulados. ''Eles são absolutamente ridículos do ponto de vista da generalidade'', disse, defendendo que os requerimentos especifiquem exatamente sobre que tema ou contrato deve ser prestada a informação.


