Base quer adiar envio da reforma tributária
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sexta-feira, 23 de novembro de 2007
Letícia Sander<br>Folhapress 
Brasília - Representantes de partidos aliados pediram ontem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que adie, mais uma vez, o envio do projeto de reforma tributária ao Congresso. Lula, que nesta semana prometeu que o texto chegaria ao parlamento no dia 30 deste mês, ficou de avaliar a sugestão.
O governo diz que enviará a reforma desde agosto, mas ela é adiada sucessivamente e não sai da gaveta. Ontem, a sugestão partiu do senador Francisco Dornelles (PP-RJ), durante reunião da coordenação política do governo, pela manhã.
O senador argumentou que a reforma poderia tumultuar as negociações em torno da CPMF e tirar o foco da base governista. Foi seguido por comentários de outros deputados e senadores, que fizeram avaliação semelhante.
Por outro lado, o governo se vale da promessa de reforma tributária nas negociações para a prorrogação da CPMF - tem sugerido compensações a aliados e ao PSDB na reforma, por exemplo. Portanto, adiar o envio do texto mais uma vez poderia trazer mais desgaste.
Na reunião, o presidente voltou a pedir aos dirigentes dos partidos aliados empenho para a prorrogação do imposto do cheque e alertou que ''tudo o que não quer'' é transformar a CPMF numa guerra entre ele e o Senado.
De acordo com relatos dos presentes, ele ressaltou que a base tem maioria para aprovar a prorrogação da CPMF e instruiu os aliados a não ''supervalorizar'' os adversários. Também pediu que os líderes partidários e os presidentes de partido conversem com os senadores em geral e com governadores, inclusive da oposição.
Lula citou, segundo presentes, nominalmente os governadores do PSDB José Serra (SP) e Aécio Neves (MG) ao dizer que os dois são a favor do imposto -portanto, deveriam ser levados a tornar pública esta posição.


