Curitiba - Com a apresentação de três emendas parlamentares, o projeto de lei que reajusta o salário mínimo regional do Paraná ficou para ser discutido e votado hoje à tarde na Assembleia Legislativa (AL) do Paraná. Além da sessão plenária normal, outras duas sessões extraordinárias devem ocorrer para finalizar a votação da matéria, que precisa ser sancionada no próximo dia 1º de maio.
O principal ponto de discussão vem da emenda apresentada pela base governista e assinada pelo deputado Elio Rusch (DEM), que altera o projeto inicial, acordado com as centrais sindicais, que já fixava e vinculava o aumento real de 5,1% a ser pago em 2013, além da variação acumulada do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). ''É um golpe nos trabalhadores, porque o governo está descumprindo acordo feito com a categoria na elaboração do projeto'', protestou o líder da oposição na AL, deputado Elton Welter (PT). A pressão pela retirada do índice do aumento real calculado para o ano que vem veio do G8, o grupo que reúne as oito principais classes patronais do Estado.
Para este ano, o reajuste previsto aos trabalhadores que recebem o salário mínimo no Paraná é de 10,32%, sendo composto por outros 5,1% de ganho real mais a recomposição da inflação do período. Esse índice garante que os novos valores do salário vão variar de R$ 783,20 a R$ 904,20, dependendo do grupo ocupacional do trabalhador.
Tanto a emenda da situação quando a que foi apresentada pela oposição retiraram do projeto original, encaminhado pelo Executivo, o artigo que previa que o valor final do piso salarial para 2013 seria fixado por decreto (que dependeria apenas do governador), e não por lei (que precisa da aprovação da AL).

mockup