Brasília - Apesar da disposição do PSDB de abrir mão da relatoria da CPI das ONGs, o que deve possibilitar a instalação da comissão que investigará a Petrobras, líderes da base aliado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Senado trabalham para adiar o início dos trabalhos para depois do recesso.
A aposta é que as comemorações de São João no Nordeste esvaziem o Congresso pelo menos até o início de julho. As férias de meio de ano dos congressistas começam no dia 18 de julho e seguem até agosto. Depois disso, a aposta dos governistas é a de que o assunto perca destaque.
Alguns senadores da base aliada acreditam ainda que a defesa das investigações pela oposição é apenas discurso, com algumas exceções.
Nesta semana o líder do PSDB, senador Arthur Virgílio (AM), se reúne com a bancada e com o DEM para decidir se aceita ou não deixar a relatoria da CPI das ONGs. Sua saída é tratada como possível pela oposição.
O líder do DEM no Senado, José Agripino Maia (RN), ressalta, no entanto, que seu partido e o PSDB precisam definir qual das CPIs, a das ONGs ou a da Petrobras, é mais importante nesse momento.
Para Agripino, o governo está em posição confortável porque se conseguir enterrar a CPI da Petrobras terá desgaste junto à opinião pública, mas muito menor do que se ver envolvido nas investigações.
Se Virgílio aceitar sair da relatoria da CPI das ONGs, o discurso oficial da base aliada é apenas o de que vão aceitar uma negociação. ''Acredito que se ele (Arthur Virgílio) abrir mão, nós podemos sentar para conversar e tentar sair desse impasse'', disse o líder do PTB no Senado, Gim Argello (DF).

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