Curitiba - O segundo turno de votação do projeto de lei que prevê um reajuste geral de 5% nos salários dos funcionários dos quadros do Executivo se estendeu até a noite de ontem na Assembléia Legislativa. Até o fechamento da edição, a votação não tinha terminado. Ontem pela manhã, entretanto, o governo do Estado já havia obtido vitória na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa, onde a base conseguiu derrubar oito das nove emendas apresentadas ao projeto de lei. Mas, apesar da vitória, a bancada aliada acabou saindo desgastada do embate travado na Casa contra parlamentares da oposição, e também da base, que alegam que o Executivo poderia conceder um índice de reajuste geral superior ao previsto no projeto de lei.
Das nove emendas apresentadas por parlamentares ao projeto de lei, apenas uma foi acatada na CCJ, de autoria do deputado Tadeu Veneri (PT). As emendas restantes - a maioria tratando da possibilidade de aumentar o índice - foram derrubadas na CCJ por orientação do líder do governo do Estado, Luiz Cláudio Romanelli (PMDB). A emenda do petista estendia o reajuste geral também aos aposentados sem direito à paridade plena.
Ao contrário do que ocorreu no ano passado, o reajuste geral se estende, também, aos secretários de Estado e aos demais cargos de provimento em comissão do Executivo, conforme adiantou a FOLHA no início do mês. No total, incluindo ativos, inativos e pensionistas, além de comissionados e secretários de Estado, o reajuste beneficiará 235.029 pessoas.
Mas, assim como em 2007, o novo salário novamente está condicionado à disponibilidade de caixa. Ou seja, mesmo que a lei seja sancionada, sua aplicação imediata não é certa. Romanelli acredita que o novo salário seja concedido na mesma ordem cronológica do ano passado. Em 2007, o reajuste foi aplicado em maio para os professores da educação básica; em junho, para os professores do ensino superior; e, em setembro, para todas as categorias restantes. Romanelli não soube informar qual a previsão no caso dos comissionados e secretários de Estado.
Até o fechamento da edição, outra proposta que rendeu polêmica na Casa ainda estava sendo discutida no plenário. A base tentava aprovar já em segunda discussão o projeto de lei de autoria do Executivo que cria 182 cargos comissionados ligados à Secretaria de Estado da Saúde (Sesa). A oposição tentava emplacar uma emenda que obriga a realização de concurso público para o preenchimento dos cargos.

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