Brasília - Para evitar a falta de quórum e o atraso na tramitação das reformas da Previdência e tributária, os líderes dos partidos aliados na Câmara decidiram mobilizar as bancadas para garantir a presença de deputados às segundas e sextas-feiras. O esforço dos governistas deu certo ontem: a sessão da Casa foi aberta às 14 horas, com 78 deputados - 26 a mais do que mínimo exigido, de 52.
''Estava havendo uma desarticulação. Estamos azeitando a nossa articulação'', disse o líder do PT na Câmara, Nelson Pellegrino (BA). Até o fim da convocação extraordinária, que começa hoje e termina no fim do mês de julho, o PT - maior partido da Casa - comprometeu-se a assegurar a presença de, no mínimo, 22 deputados nas sessões das segundas e sextas-feiras.
''A idéia é que tenhamos entre 65 e 70 deputados da base aqui. Para isso, cada partido da base aliada apresentará até o fim desta semana o número e o nome dos deputados que serão escalados para estar em Brasília às segundas e sextas-feiras'', afirmou o vice-líder do governo na Câmara, Professor Luizinho (PT-SP). A mobilização dos líderes aliados para tornar certo o quórum é necessária porque a realização de sessões no plenário da Casa conta prazo para a tramitação das reformas.
Nas últimas três semanas, a Câmara deixou de realizar quatro sessões por falta de número mínimo de deputados presentes duas na semana passada, uma no dia 20 e outra no dia 13. Pelo Regimento Interno da Câmara, as emendas constitucionais têm de ser votadas na comissão especial no prazo de até 40 sessões. Os líderes das siglas governistas querem que, depois da 20 sessão, os relatores das propostas de emenda previdenciária e da tributária apresentem os pareceres na comissão.
A idéia é votar a mudança tributária, em primeiro turno, no plenário da Câmara, na primeira semana de agosto. Pelo cronograma, a reforma da Previdência será votada na segunda semana de agosto, no plenário da Casa.

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