Base aliada quer dividir articulação política com PSDB
Agência Estado
De Breasília
A nova articulação política do governo comandada exclusivamente por tucanos deverá trazer dificuldades para o Planalto, principalmente no relacionamento com o PFL e PMDB - os outros dois grandes partidos políticos da base governista. Os aliados agora ameaçam assumir uma posição de independência. Por isso, as próximas duas semanas serão decisivas. A avaliação é de que esse será o tempo que o Planalto terá para estabelecer um bom trânsito com os deputados e lideranças políticas depois do recesso parlamentar. Caso não tenha sucesso, o novo comando político do governo poderá amargar um triste resultado nas votações de interesse exclusivo do Executivo.
O silêncio estratégico das principais lideranças aliadas sobre o assunto acabou sinalizando para o governo de que a insatisfação desses partidos, com a concentração de poder nas mãos do PSDB, irá prejudicar a relação futura entre os aliados e governo. Diferente do primeiro mandato, quando existiam representantes de todos os partidos na articulação do governo com o Congresso, dessa vez o presidente Fernando Henrique Cardoso colocou cinco tucanos para realizar esse difícil relacionamento com aliados.
O líder do PMDB na Câmara, deputado Geddel Vieira Lima, manda um recado. Se os novos articuladores do governo utilizarem o cargo institucional para fortalecer o PSDB, como fez o ministro Pimenta da Veiga, eles serão rifados e minados e não terão interlocução com os demais partidos, adverte Geddel.





