As sessões legislativas começam só hoje na Câmara de Vereadores de Londrina, mas o Executivo já conseguiu ontem a primeira vitória para as discussões que vêm pela frente. A reunião que definiria os membros das 12 comissões permanentes foi ''tranquila'', na avaliação do presidente Orlando Bonilha (PL). Mesmo assim, as mais disputadas e decisivas na análise de projetos receberam parlamentares ou da chamada base aliada, ou que se empenharam na aprovação de matérias polêmicas encaminhadas pela administração municipal nas últimas sessões de 2005.
No decorrer da atual e das últimas legislaturas, tem sido grande a disputa pelas comissões de Constituição e Justiça (CCJ), Finanças e Orçamento, Desenvolvimento Urbano e Obras e de Defesa do Consumidor e Segurança Pública. Presidida ano passado pela vereadora Sandra Graça (sem partido), oposição ao prefeito Nedson Micheleti (PT), a CCJ dessa vez tem Flávio Vedoato (PSC), Luiz Carlos Tamarozzi e Sidney de Souza (ambos do PTB).
A de Finanças ficou com Henrique Barros (PMDB), Gláudio Renato de Lima (PT) e Souza, enquanto a de Desenvolvimento Urbano tem na composição Vedoato, Osvaldo Bergamin (PMDB) e Jamil Janene (PL). Por fim, a de Segurança ficou com Lima, Souza e Renato Lemes (PMR). Também disputada na reunião de ontem, a comissão de Seguridade Social, que em 2005 estudou a possibilidade de pedir uma Comissão Especial de Investigação (CEI) na Saúde municipal, ficou com os três médicos da Casa: Tercílio Turini (PPS), Marcelo Belinati (PP) e Roberto Kanashiro (PSDB).
Uma vez definida a composição de cada grupo, na primeira sessão ordinária do ano, hoje à tarde, os membros definem entre si o papel de cada um na hierarquia.
Na avaliação de Bonilha, os comentários de que o fim de 2005 contou com um 'rolo compressor' no Plenário não fazem sentido, nem influenciaram a definição das comissões permanentes para 2006. A expressão era ouvida nos bastidores do Legislativo, inclusive dos próprios vereadores, para caracterizar votações de matérias do Executivo que, a despeito de manifestantes nas galerias contra elas, passarem com maioria quase absoluta de votos.
''A reunião foi satisfatória, tranquila, bem mais que a da última composição. E creio que esse 'rolo compressor' nunca existiu, mesmo porque quem define os membros é a liderança partidária. Agimos com transparência e responsabilidade'', garantiu Bonilha.
Sobre a sugestão que a presidência pretendia dar sobre a não participação de candidatos nas eleições de outubro próximo nas comissões permanentes, Bonilha creditou a não aceitação de alguns como Turini e Janene ''à posição pessoal deles. Mas teve vereador que afirmou que poderia pedir afastamento do grupo no processo eleitoral'', comentou o parlamentar, sem citar nomes.

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