Base aliada exige mais
clareza sobre finanças
A crise financeira está gerando um racha na base que dá sustentação política ao governador Jaime Lerner (PFL) na Assembléia Legislativa. Vinte e um dos 35 deputados aliados formaram um grupo à parte, para cobrar do governo Lerner o cumprimento de convênios com os municípios e a implantação de um cronograma para saldar dívidas com empreiteiras e fornecedores. A dívida do Paraná com esses setores hoje estaria em R$ 200 milhões, conforme um relato feito anteontem pelo governador ao presidente da Assembléia, Aníbal Khury (PFL).
O ‘‘Grupo dos 21’’, como está sendo denominado, se reúne hoje às 10 horas pela primeira vez, no escritório do deputado-empresário e líder do PPB na Assembléia Tony Garcia, em Curitiba. Os governistas Plauto Miró Guimarães (PFL) e Durval do Amaral (PFL) também fazem parte do grupo. A idéia é fechar hoje uma estratégia para pressionar o governo. Os deputados aliados estão longe da possibilidade de rompimento com o Palácio Iguaçu. Apenas reclamam da falta de informações e do tratamento que vêm recebendo do governo estadual.
O líder do governo Valdir Rossoni (PTB) tentou estancar a dissidência, sem êxito. Foi apenas informado de que o grupo vai atuar a partir de agora. Para fazer frente ao ‘‘Grupo dos 21’’, os aliados tidos como mais fiéis ao governador Jaime Lerner e arrebanhados por Algaci Túlio (PTB), tentam se unir num outro bloco. Este, com a possível adesão de outros deputados, inclusive tidos como de oposição. O encontro deles está previsto para a semana que vem, na chácara de Geraldo Cartário (PSL), na Região Metropolitana de Curitiba.
O Palácio Iguaçu já foi comunicado da ‘‘rebelião’’ da maioria de sua base governista e tenta estancar a crise para que ela não se amplie. Reunião comandada ontem à tarde pelo secretário-chefe de Gabinete Gerson Guelmann, no gabinete de Lerner na subestação da Copel em Curitiba, definiu que o governo vai criar um ‘‘cartório’’ constando as obras pendentes e os compromissos a saldar. A idéia é eleger com os prefeitos as prioridades financeiras de cada administração e ir pagando-as paulatinamente, na medida que o governo livra o Tesouro do sufoco. (L.D.)

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