As duas tentativas frustradas do governo do Estado em vender a Companhia Paranaense de Energia (Copel) e a consequente falta de recursos para atender às reivindicações de deputados aliados ao Palácio Iguaçu revoltaram os integrantes da base governista na Assembléia no mês passado.
Desgastados pela posição adotada na votação do projeto de iniciativa popular que impedia a venda da estatal, os 27 parlamentares contavam com os recursos da privatização da Copel para obras em seus municípios. Como o dinheiro não foi repassado, tradicionais fiéis aliados do governo ensaiaram um boicote e deixaram de votar projetos de interesse do Palácio Iguaçu.
Além desse desgaste, o governo tem pela frente outra batalha: a aprovação da proposta do Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA). Pelo texto encaminhado pelo Palácio Iguaçu, o desconto no caso de pagamento à vista do imposto será reduzido de 15% para 10%. A oposição chiou e além de não aceitar a proposta, uma emenda do deputado Orlando Pessuti (PMDB) prevê que o desconto seja de 20% para quem optar pelo pagamento à vista, em janeiro.
O texto foi encaminhado à Assembléia em novembro e precisa ser aprovado antes do recesso parlamentar que começa no dia 15. Como a data cai num sábado e nas sextas-feiras não há sessão, as férias dos parlamentares começam no próximo dia 13.
Se o projeto do IPVA não for votado até lá, o presidente da Casa, Hermas Brandão (PSDB), deve convocar sessões extraordinárias. A mesma situação se aplica ao orçamento do Estado. Para vigorar a partir de janeiro, o texto precisa ser aprovado pelos deputados até o final do ano. A proposta orçamentária para o ano que vem recebeu 2.200 emendas.
Outro tema que gerou polêmica no mês passado foi o plano de saúde para o funcionalismo público. Aprovado em primeira votação, o plano deve ser novamente discutido pelos deputados, mas sua aprovação só deve ocorrer no próximo ano.(R.H.)

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