Barros prevê julgamento de embargos até sexta
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terça-feira, 25 de novembro de 2008
Catarina Scortecci<br>Equipe da Folha 
Curitiba - O presidente do PP no Paraná, deputado federal Ricardo Barros, afirmou ontem, em visita à Assembléia Legislativa, que acredita que os embargos de declaração do correligionário Antonio Belinati, serão analisados até sexta-feira pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). ''Daí vamos ao STF tentar obter uma liminar para suspender a decisão do TSE'', explicou, sem reforçar a polêmica em torno da indefinição das eleições majoritárias em Londrina. ''O TSE está no seu ritmo normal. Não é como Londrina gostaria que estivesse, mas é assim mesmo. Estamos tranquilos.''
Barros disse que não prevê a derrota de Belinati no STF. ''Não tenho qualquer preocupação. O Belinati vai ser prefeito de Londrina sim'', disse.
Questionado sobre uma recente postura do STF contrária à análise de casos relativos às eleições (o tema pertenceria ao TSE), Barros alega que o caso de Belinati é uma exceção. ''Para votar, o Ayres Britto alegou que haveria uma afronta à Constituição (em princípio, presidente do TSE só vota em caso de empate). E quem é o maior guardião da Constituição? É o STF.''
Barros se refere ao fato do Ayres Britto ter questionado a liminar concedida pelo Tribunal de Contas (TC) do Paraná a Belinati, suspendendo os efeitos de uma decisão do próprio TC, que reprovava as contas de um convênio entre o Departamento de Estradas de Rodagem (DER) e a Prefeitura de Londrina. A reprovação do convênio, estabelecido em 1999, quando Belinati estava à frente da administração municipal, é um dos fatores de inelegibilidade para qualquer candidato. ''A situação do Ayres Britto não é confortável. Ele não leu a lei orgânica do TC, que permite que uma liminar (do tipo) seja concedida. Por isso achou que era uma afronta à Constituição.''


