Dono do único ‘não’ da bancada do Paraná na votação de terça-feira, o deputado Ricardo Barros (PFL) disse ontem que se sentia aliviado. Ele tinha anunciado que faria obstrução à votação, mas garante ter mudado de idéia para deixar seu voto ‘amarrado’ desde já, para evitar que os líderes do PFL continuassem pressionando-o para votar a favor na próxima votação.
Barros nega que seu ‘não’ tenha se originado no fato de não ter conseguido a presidência da Telepar - que teria negociado - e, em segunda hipótese, a Secretaria dos Transportes do Paraná. ‘‘Foram eles (os líderes que não nomina) que tentaram me colocar na Secretaria dos Transportes para me tirar de Brasília porque queriam ‘zero’ de defecção’’, devolve.
Barros não foi dissidência isolada do PFL na votação, como se propalou. Além dele, Célia Mendes (AC), Maria Valadão (GO) e Roberto Pessoa (CE) estavam em plenário, mas registraram o voto como ‘‘abstenção’’. Maurício Najar (SP) preferiu sair do plenário. ‘‘Essa história de que vão me expulsar do partido é balela. O PFL não vai querer perder cinco deputados’’, apostou Barros, ao reagir às informações de que o líder Inocêncio de Oliveira quer sua expulsão.
Hermes Parcianello (PMDB), que acompanhou a votação dos gabinetes do presidente do Senado, José Sarney, e do PMDB, Paes de Andrade, disse que não se sente um derrotado, nem foi um rebelde. (M.T.)

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