Considerado hoje em Brasília o segundo homem de maior influência junto ao presidente do Congresso, Severino Cavalcanti (PP-PE), o deputado federal Ricardo Barros (PP-PR) adiantou ontem que a sigla já está se preparando para as eleições de 2006. Não com candidato próprio, avisou, mas pelo apoio a pré-candidatos como o senador Osmar Dias (PDT). Dias é virtual concorrente a substituir o governador Roberto Requião (PMDB) no pleito do ano que vem.
''Em nível nacional ainda não estamos conversando, mas defendo que o PP não lance candidatura própria nem se coligue'', afirmou. Para o Palácio Iguaçu, a idéia é diferente. ''Em princípio, a maioria de nossos prefeitos e vereadores defende uma coligação pela candidatura do Osmar'', declarou Barros.
Quando o assunto é que benefícios o Estado ou pelo menos a região de Maringá, pela qual foi eleito pode tirar da proximidade dele com Cavalcanti, Barros salientou que já sabe o que vai ''pedir'': ''Que ele interfira no preço da soja, que baixou muito. Além dessa, o setor agrícola nosso tem muitas outras reclamações a fazer'', apontou. ''Sou amigo pessoal do Severino, pois consegui muitos votos a ele no primeiro turno'', resumiu.
Líder do PP no Congresso, José Janene é mais cauteloso ao falar de eleições 2006 por ora, destacou, estão em pauta somente as novas filiações que estão por vir, entre as quais a do ex-prefeito de Londrina, Antonio Belinati (PSL). ''Eu o convidei para disputar a Assembléia Legislativa'', admitiu.
A respeito da prometida participação do PP na reforma ministerial pretendida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Janene é enfático na negativa: ''Esse tempo já passou, pois esperávamos a nomeação de um dos nossos para dezembro. Agora com a liderança na Câmara, ganhamos a projeção de que precisácvamos'', definiu. Aqui, a posição é bem semelhante à do colega de bancada Ricardo Barros. ''Tomara que não tenhamos mesmo qualquer ministério, mesmo porque são 37 ministros e, para nós, isso mudaria alguma coisa em termos de partido'', desdenhou Barros. (J.G.)

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