Barros é contra o fim dos juízes classistas
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 19 de março de 1999
Marcos Zanatta 
O deputado federal Ricardo Barros (PPB) disse ontem, em reunião com juízes federais, em Maringá, que é contra a extinção dos juízes classistas. O fim dos classistas é uma das reivindicações dos magistrados para a reforma do judiciário. Segundo Barros, a representação classista como está estruturada hoje não alcança os resultados esperados pelas partes interessadas.
Será preciso uma reformulação que garanta a representatividade dos setores envolvidos, afirmou o deputado. A reunião faz parte da estratégia dos juízes federais de abrirem o debate em torno da reforma do judiciário.
Um dos pontos que precisa ser debatido na reforma do judiciário, na opinião de Barros, é a legislação Trabalhista. O parlamentar diz que muitos pontos da lei atual estimulam a chamada indústria de ações trabalhistas.
Ele defende a criação e divulgação de uma lista de trabalhadores que já ingressaram na Justiça contra empregadores, de forma a proteger o empresário no momento da contratação. Os juízes que participavam da reunião fizeram severas críticas à proposta de Barros, alegando que a medida é discriminatória.
Outra polêmica da reunião é a proposta de Barros, que tramita há três anos na Câmara, de que um juiz possa ser exonerado quando 5% das sentenças dadas por ele sejam reformadas pelos Tribunais no prazo de um ano. Os juízes discordam, principalmente, na Justiça do Trabalho, onde é comum os tribunais reformarem sentenças devido a complexidade dos processos. Somos favoráveis a um controle do judiciário, mas não como quer o deputado, acha o juiz Reginaldo Melhado, presidente da subregional da Associação dos Magistrados do Trabalho no Paraná.


