Maringá – O deputado federal Ricardo Barros (PPB) disse ontem que está na expectativa do relatório das dívidas herdadas pela atual administração de Maringá, mas acha que o dossiê prometido pelo prefeito José Cláudio (PT) será apenas ‘‘um escudo’’ para justificar a falta de investimentos na cidade. ‘‘Eles (administração) estão perdidos na incompetência e preocupados porque o prazo deles está acabando’’, disse.
  Para o deputado, quanto mais exato e meticuloso for o relatório, maior será a possibilidade de José Cláudio ‘‘atirar contra o próprio p钒. Segundo ele, a polêmica em torno das dívidas – que segundo José Cláudio engessam o município – só traz vantagens políticas. ‘‘Estou gostando porque o relatório vai reavivar a memória da população sobre as realizações no meu mandato’’, disse.
  A promessa em divulgar o dossiê das dívidas de R$ 170 milhões foi feita pelo prefeito José Cláudio em resposta a uma crítica de Barros. O deputado foi prefeito de Maringá entre 1989 e 1992.
  Conforme o deputado, entre os financiamentos está o de pavimentação asfáltica em 17 bairros que possibilitou o lançamento de uma taxa de melhorias no carnê de IPTU. ‘‘Não existem prejuízos em financiamentos que trazem retornos como este que viabilizou o lançamento da taxa, e além disso, a capacidade de endividamento é um sinal de competência administrativa’’, afirmou.
  O secretário municipal de Fazenda, Ênio Verri, disse ontem que o levantamento sobre o montante das dívidas será concluído na segunda-feira. Segundo José Cláudio, por causa das dívidas, o município paga mensalmente R$ 2,2 milhões em amortizações. São mais de 100 contratos, alguns com mais de 20 anos. O relatório vai trazer além da gestão de Barros, as administrações de João Paulino Vieira Filho (77/82), já morto, as duas de Said Ferreira (83/88 e 93/96) e de Jairo Gianoto (97/2000).

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