Barros dá terceira versão e acusa Gaeco de coação
No depoimento ao juiz da 3ª Vara Criminal, Marcos José Vieira, na última segunda-feira, cujo teor inteiro foi divulgado ontem, o ex-vereador Henrique Barros contou sua terceira versão sobre os motivos pelos quais arrecadou dinheiro de empresários na virada do ano de 2007 para 2008. Barros foi preso em flagrante, em 10 de janeiro, pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), com aproximadamente R$ 10 mil, após deixar o Empório Guimarães (zona central).
De acordo com os policiais Edson da Silva e Acyr Ferreira, que efetuaram o flagrante, a primeira versão de Barros é que se tratava de dinheiro resultante da venda de um relógio Rolex ao empresário Alexandre Guimarães. Em depoimento ao Gaeco no mesmo dia, o ex-vereador afirmou que se tratava de propina que seria divida com o ex-vereador Orlando Bonilha (PR), e com os vereadores afastados, Renato Araújo (PP), Flávio Vedoato (PSC) e Osvaldo Bergamin (PMDB). E ao juiz, justificou que era uma dívida de Guimarães decorrente da venda de um carro realizada há quase cinco anos. No depoimento, Barros também cita que pediu uma colaboração de campanha ao empresário Carlos Messas - justificando o dinheiro recebido do empresário que também ampara a denúncia de recebimento de propina. O ex-vereador também negou ter exigido vantagens financeiras do empresário Maurício Biagi. Sobre o depoimento em que confessou os crimes ao Gaeco, Barros afirmou ter sido vítima de coação.
O promotor Cláudio Esteve negou ontem a acusação e disse que se trata de uma afirmação ''risível e estapafúrdia''.(F.C.)





