Barros critica ex-prefeito; Caleffi rebate acusações
Na condição de ex-consultor do Sebrae, Sílvio Barros (PP) aponta para uma ''imediata'' redução da carga tributária das pequenas e micro empresas. Outra medida prometida ainda para 2005 é a revisão dos pedidos de alvará a empresas de fora e empresários da construção civil. ''Fizemos um levantamento e, só pelos alvarás que poderiam ter sido concedidos, seriam mais 5 mil novos postos de trabalho. Temos que desburocratizar esse processo''.
Problemas graves na cidade, a superlotação em postos de saúde e a falta de verba crônica no setor vão depender, por ora, da boa vontade de parlamentares e suas emendas. ''Maringá é hoje o segundo pior caso de Saúde no Paraná, perdemos só para Foz do Iguaçu. Por isso estamos pleiteando mais R$ 500 mil mensais. O dinheiro deve cobrir também a falta de funcionário para atender a demanda''. O teto da saúde em Maringá hoje está em torno de R$ 2,9 milhões.
Alheio às decisões da nova administração, o ex-prefeito João Ivo Caleffi (PT) reconhece ter deixado ''algo em torno'' de R$ 40 milhões de empenhos não pagos. Entretanto, ele fez duras críticas à nova equipe alegando ter deixado metade desse montante em caixa. ''Até os salários de dezembro que me acusam: paguei tudo em dia. O de dezembro deveria ser pago até o quinto dia útil de janeiro; isso é problema do novo prefeito, não meu'', afirmou. ''Eles têm que parar de choradeira e começar a trabalhar. A cidade tem bônus e ônus, não sabiam disso?'', alfinetou. Sobre os telefones não pagos desde março passado, o ex-prefeito explica: ''Questionamos na Justiça o valor que a companhia nos passou. Enquanto segue essa disputa jurídica, não tem como pagá-la''.(J.G.)





