Barros critica debate antecipado do pedágio
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segunda-feira, 13 de julho de 2015
Rubens Chueire Jr.<br> Reportagem Local 
Curitiba Não é de hoje que as discussões sobre a prorrogação dos contratos de pedágio entram em pauta e ontem, durante uma visita na Assembleia Legislativa (AL), o deputado federal Ricardo Barros (PP), vice-líder do governo da presidente Dilma Roussef na Câmara e marido da vice-governadora Cida Borgheti (Solidariedade), criticou o que ele chamou de "debate antecipado" sobre a questão.
Tal declaração foi dada depois dele contar que, em aproximadamente 90 dias, deve ser apresentado qual tipo de acordo pode ser levado em consideração para uma futura prorrogação entre o governo estadual e as concessionárias que administram as rodovias. Barros destaca que a comissão criada com representantes do Executivo e de setores produtivos do Estado, vai analisar investimentos que ainda precisam ser feitos; o passivo jurídico por conta de aumentos não concedidos; tempo de concessão e desconto do pedágio.
"A decisão será tomada por todos nós, pela sociedade, a partir das vantagens e desvantagens que forem apresentadas. Mas acho que o debate deve ser feito depois, quando nós tivermos todos os números. Quem quer fazer um debate antecipado está fazendo um debate de posicionamento político, e acho que não é o que o Paraná precisa agora. Fazer reunião para saber quem é a favor ou contra sem saber quanto se pode reduzir acho que é inócuo porque ninguém é a favor ou contra sem saber do que se trata", afirmou.
Aliel Machado (PCdoB), outro parlamentar federal que esteve ontem em Curitiba, ressaltou que a questão é grave e que todas as propostas precisam ser analisadas com cautela: "O Paraná paga hoje por um absurdo realizado há 17 anos, que é um pedágio extremamente oneroso, ruim e um dos mais caros do País. Temos que ter muito cuidado ao discutir o assunto".


