Na base governista, a convicção que já existia na semana passada permanece. O novo líder do governo no Congresso, deputado Ricardo Barros (PPB-PR), afirmou o fato de não haver novidades durante o fim de semana apontam para a possibilidade de a Câmara superar as tensões da semana passada e retomar as votações. ‘‘Acreditamos que o PFL se decidirá pela votação esta semana’’, afirmou. ‘‘O PFL precisa mostrar que vai votar pelos interesses do País’’.
O líder da bancada, Inocêncio Oliveira (PE), reconhece o dilema do partido de votar a favor do governo na semana posterior à do rompimento, mas defende a coerência com a defesa da CPMF e da isenção das aplicações nas bolsas de valores, durante o primeiro turno. Mas pesa o ônus perante a sociedade de dar ao País o prejuízo calculado em R$ 1 bilhão por causa do adiamento das votações.
A emenda terá que ser aprovada em segundo turno até o dia 18 e, assim, evitar que haja uma lacuna na cobrança do tributo, já que ela deixa de vigorar a partir dessa data. A exigência obriga o Senado a quebrar os prazos e votar em rito sumário, se quiser minorar os prejuízos aos cofres do governo.

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