Barbosa vai ao MP e se mantém em silêncio
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sexta-feira, 22 de julho de 2011
Loriane Comeli <br> Reportagem Local 
O prefeito Barbosa Neto (PDT) usou seu direito constitucional de se manter calado e nada explicou ao promotor de Defesa do Patrimônio Público, Renato de Lima Castro, sobre as irregularidades existentes no contrato entre Prefeitura de Londrina e empresa Delmondes & Dias Ltda., assinado no ano passado com objetivo de dar treinamento aos guardas municipais. Na condição de investigado, Barbosa chegou à sede do Ministério Público (MP) acompanhado do advogado Luiz Carlos Mendes minutos antes do meio-dia e saiu cerca de 20 minutos depois. Ao conceder entrevista, ele não poupou críticas ao MP e à vereadora Lenir de Assis (PT), relatora da Comissão Especial de Inquérito (CEI) que apurou fraudes no contrato.
Sobre o fato de não ter explicado as irregularidades, como ter assinado o contrato com a Delmondes apenas 49 dias após o início do curso de formação, o prefeito disse: ''Utilizei meu direito de ficar calado porque, até mesmo pelo Ministério Público e por alguns segmentos da imprensa, já estamos condenados não só por este caso como em diversos outros'', declarou. ''Mas vamos dar todas as versões e esclarecimentos se formos chamados pela Justiça''.
O prefeito citou o fato de o relatório de Lenir ter sido rejeitado pelos outros dois integrantes da comissão, Jairo Tamura (PSB) e Tito Valle (PMDB), e, mesmo assim, supostamente ter sido usado como base para a investigação do MP. ''O relatório em que o Ministério Público está se baseando foi rejeitado dentro da comissão (CEI da Guarda). Como é que o MP se embasa em um relatório que foi feito por advogados de partidos que já estiveram no poder, que já vem contaminado por adversários político?''
O promotor Renato de Lima Castro não confrontou as críticas de Barbosa, afirmando tão-somente que ''não faço ponderação a respeito da avaliação de vereadores''. ''O Ministério Público tem seus próprios meios de colheita de provas. A Câmara é um poder político e o Ministério Público tem decisões jurídicas. São coisas absolutamente diferentes.'' Ele acrescentou que, mesmo sem as declarações de Barbosa, encerrou ontem a investigação e ''oportunamente vai revelar seu conteúdo''.


