Barbosa vai à Câmara apagar 'incêndio' político
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quinta-feira, 09 de julho de 2009
Janaina Garcia<br>Reportagem Local 
Estreitamento de relações, na versão oficial; tentativa de se apagar incêndios gerados pelas declarações mais recentes, conforme bastidores. Foram esses ontem os contornos que ganhou a primeira visita oficial do prefeito Barbosa Neto (PDT) à Câmara de Vereadores de Londrina, desde a posse, em 1º de maio. Na sessão da última terça, Barbosa foi alvo de críticas de parlamentares da oposição e da situação - em especial de seu líder na Casa, Joel Garcia - depois que, em coletiva na segunda, atacou ponderações feitas pela Comissão Especial de Investigação (CEI). Na ocasião, o chefe do Executivo avaliou que seria jogar para a torcida ou agir irresponsavelmente, respectivamente, o estabelecimento de uma tarifa de R$ 1,99 e mesmo a ruptura de contrato com as empresas concessionárias do serviço por meio do contrato de R$ 100 milhões ao ano.
Durante cerca de 20 minutos, na sala da Presidência, e a portas fechadas, o prefeito teria tentado convencer os vereadores sobre o engessamento que seria imposto ao orçamento de 2010 caso fossem aprovadas as 50 emendas propostas pela Casa à Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). O assunto transporte coletivo também foi discutido, admitiu o prefeito, mas em menor grau.
Indagado se foram feitas as pazes entre ele e seu líder, que afirmara que Barbosa está se afastando da Câmara, o prefeito recuou: Não tinha motivo para briga. Eventualmente eu posso ter falhado não vindo mais frequentemente à Casa, pois não tenho tido tempo, mas queremos estreitar esse relacionamento, tanto que propus que eu venha falar com eles a cada 15 dias, afirmou Barbosa. Mesmo porque, da forma como estavam apresentadas as emendas à LDO, elas inviabilizam ou engessavam boa parte das nossas secretarias e nossas ações, além de várias conterem vício de iniciativa.
A FOLHA questionou o prefeito sobre o porquê de uma reunião fechada já que, em tese, seria para aparar arestas entre dois poderes públicos. Não tem nenhum motivo de ter uma reunião aberta quando se está procurando construir um novo relacionamento. Eventualmente poderiam haver questões mal resolvidas, melhor debatidas dentro de um ambiente fechado. Risco de desgaste político, em plenário? Não, tanto que vim com meus técnicos para poder contra-argumentar e vencer pelos nossos argumentos algumas resistências que existam ainda sobre as emendas.
Menos incisivo nas colocações, na comparação com a sessão de terça, o líder do Executivo negou a tentativa de se apagar incêndio. Ele veio falar da LDO, que é importante. Ele vislumbra o crescimento da cidade e a Câmara também. Foi uma atitude madura do prefeito vir conversar com os vereadores, pois ele estava um pouco distante. Sobre o porquê de ter sido o último a entrar para reunião - do lado de fora, foi possível ouvir aplausos dos vereadores à atitude do colega -, Garcia negou a intenção de se ausentar. Posso até discordar das ideias e de alguma segmentação dele, mas em momento nenhum vou desrespeitar o prefeito da nossa cidade, disse.


