Barbosa usa entrevista para atacar Nedson
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sábado, 11 de setembro de 2004
Janaina Garcia<BR>Reportagem Local 
As críticas à atual administração deram o tom, ontem de manhã, à entrevista ao vivo com o candidato à Prefeitura de Londrina pelo PDT, o deputado estadual Barbosa Neto. Voltado à apresentação de propostas de governo, o evento aconteceu no auditório da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil) e foi o penúltimo da parceria Folha/Rádio CBN/TV Tarobá. No próximo sábado, a ordem determinada em sorteio se encerra com o petebista Alex Canziani.
Durante a uma hora em que respondeu perguntas de jornalistas dos três veículos, Barbosa criticou os gastos de publicidade da administração do prefeito Nedson Micheleti (PT), novamente seu adversário nas urnas em outubro, e lembrou do desvio de R$ 186 milhões obtidos com a venda de ações da Sercomtel, em 1998, conhecido como o escândalo Ama-Comurb. O prefeito frustou as expectativas na retomada desse assunto. Farei uma auditoria para abrir as contas públicas ao Ministério Público (MP), garantiu. Em seguida, o pedetista questionou um suposto apoio dado a Nedson, no segundo turno da última eleição (disputada com Barbosa), pelo então prefeito cassado Antonio Belinati (PSL). Foi na entrevista a uma rádio AM daqui de Londrina, reforçou. Hoje novamente no páreo, Belinati está com registro de candidatura sob análise do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Procurado pela Folha, o ex-prefeito negou a informação e assegurou ter votado em branco na ocasião. Não dei essa entrevista, foi um equívoco do deputado. Pode acontecer até de a pessoa votar em alguém e não gostar do trabalho, mas não foi meu caso, apontou.
Questionado sobre a criação da ouvidoria pública em um eventual mandato, Barbosa se mostrou simpático à idéia para evitar desvio de conduta de qualquer funcionário, justificou e expôs a forma como seria escolhido o ouvidor. Será alguém da sociedade civil organizada e definido em uma lista tríplice, explicou.
Uma das bandeiras da campanha do deputado, a implantação da Guarda Municipal também foi discutida e esquematizada em números. Serão 180 homens postos para trabalhar, a um custo de R$ 0,80 por habitante, ilustrou. Ainda na área de segurança, ele criticou a reativação dos módulos policiais proposta por adversários, prometeu câmeras para monitorar áreas de risco e a construção de dois novos Batalhões da Polícia Militar (BPMs), nas zonas norte e oeste da cidade.
Na platéia a maioria do PDT ou da coordenação de campanha , o presidente do Conselho Comuitário de Segurança, Alvino Aparecido Filho, declarou ter gostado das propostas expostas para o setor. O candidato falou em números, o que demonstra a intenção dele de se aprofundar no debate, exemplificou. Quanto à viabilidade da instalação de câmeras, Alvino Filho acredita que o projeto tem aplicabilidade à realidade de Londrina. É viável, tanto que boa parte dos grandes centros urbanos de porte semelhante ao nosso possuem, comentou.


