Barbosa Neto fica sem líder na Câmara de Vereadores
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sexta-feira, 10 de julho de 2009
Janaina Garcia<br>Reportagem Local 
O estreitamento de rela-ções anunciado na véspera entre Câmara e Prefeitura desandou novamente ontem à tarde com uma nova rachadura entre as partes. Em situação de desprestígio com o prefeito Barbosa Neto (PDT), conforme colocou, o vereador Joel Garcia (PDT) deixou a liderança do Executivo na Câmara e não descartou atuação de oposição a Barbosa em plenário. É muito prematuro ainda falar em oposição ferrenha, mas sou independente, disse.
As críticas algumas veladas, outras declaradas de ambas as partes se arrastam pelo menos desde o início da semana, quando a Comissão Especial de Investigação (CEI) que analisa a planilha do transporte coletivo, presidida por Garcia, apontou o valor de R$ 1,99 para a tarifa e supostos indícios de superfaturamento. No mesmo dia, de volta a uma viagem de dez dias pela Europa, com uma comitiva de empresários, Barbosa insinuou que a medida seria uma forma de o Legislativo jogar para a tor-cida. Sobre a defesa de ruptura com as concessionárias do serviço, defendida abertamente por seu emtão líder na Casa, o prefeito completou: Defender isso é uma irresponsabilidade.
Após uma saraivada de críticas na sessão de terça-feira, ocasião em que o parlamentar colocou que o chefe do Executivo estaria se afastando da Câmara, anteontem Barbosa se reuniu com todo o plenário, a portas fechadas, e negou qualquer rusga com o colega de partido e líder. Pelo contrário: defendeu que o encontro fora importante para estreitar os laços. Na sequência, Garcia diria que a atitude de Barbosa havia sido madura.
Ontem, porém, o vereador admitiu que desde a semana passada teria comunicado os companheiros de bancada, Roberto Fu e Sebastião Raimundo, sobre a intenção de deixar não a liderança do partido que lhe assegura, por exemplo, participação no colégio de líderes que define as comissões permanentes , mas o do Executivo. Garcia atribuiu a uma tentativa infrutífera de ter uma audiência com Barbosa ontem foi recebido pelo secretário José do Carmo (Governo) , mas ressaltou que supostos erros apontados pelo prefeito no relatório parcial da CEI teriam sido o estopim da crise.
O líder tem que ser alguém mais afinado com o Barbosa. Me senti desprestigiado quando ele chegou da Europa e não manteve contato com o líder; estou tentando falar com ele desde sábado passado. Mas o pior é ele ter desmerecido um trabalho de 90 dias da comissão, afirmou, para anunciar que, na segunda, vai a Curitiba protocolar o relatório prévio na Universidade Federal do Paraná
(UFPR) para estudos.
Questionado se o estreitamento de relação anunciado na véspera, por ambos, fora uma espécie de encenação, Garcia recuou: Talvez isso tenha sido aos demais vereadores; comigo, não senti essa abertura. Não me sinto traído, mas considero o estilo de governar do Barbosa superficial ele atende muita gente ao mesmo tempo, criticou.
A assessoria da Prefeitura informou que Barbosa não falaria a respeito. Em nota, o Núcleo de Comunicação apenas noticiou a saída de Garcia da liderança, por motivos particulares e profissionais. A definição do substituto pode ficar para a volta do recesso na Câmara, em agosto.


