Barbosa Neto é denunciado por improbidade administrativa
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terça-feira, 03 de maio de 2011
Vinícius Zanin <br> Reportagem Local 
A Promotoria de Proteção ao Patrimônio público ajuizou ontem uma ação ato de improbidade administrativa contra o prefeito Barbosa Neto (PDT). A ação civil pública denuncia o pagamento de dois vigilantes da empresa terceirizada Centronic Segurança e Vigilância Ltda. pela Prefeitura de Londrina que teriam prestado serviço na rádio Brasil Sul, de propriedade da família do prefeito.
De acordo com o promotor, responsável pelas investigações, Renato de Lima Castro, além do prefeito, são citados na ação a Centronic, juntamente com o seu proprietário Nilson Godoi, o gerente local da empresa Paulo Iora e a rádio Brasil Sul. O promotor, durante as investigações chegou a apresentar holerites de pagamentos aos funcionários, em nome do Município, e voltou a afirmar que existem provas documentais que realmente atestam a irregularidade na prestação dos serviços.
''Além dos holerites que nós já havíamos apresentado, existe uma relação com alguns nomes de funcionários que prestavam serviços para a Prefeitura, que foi apreendida na casa do Paulo, por meio de busca e apreensão, onde nela consta os nomes dos vigilantes que prestaram serviço na rádio'', afirma.
A promotoria, na ação, alega enrriquecimento ilícito por parte do prefeito, o que, segundo a inicial, gerou graves prejuízos aos cofres municipais. As denúncias partiram de uma ação trabalhista ajuizada, em 3 de março, contra a Prefeitura, a Centronic e a Rádio Brasil Sul. Na ação, um funcionário alega ter sido contratado pela Centronic, para exercer a função de vigilante na Prefeitura Municipal de Londrina. Porém, o empregado afirma ter trabalhado, na mesma função, para a rádio Brasil Sul, empresa ligada a família do Prefeito.
Durante as investigações foi constatado pela promotoria que havia um outro funcionário, na mesma situação.
O prefeito não foi localizado ontem para comentar a ação. No dia 20 de abril, Em entrevista após prestar depoimento ao MP, o prefeito negou que haja qualquer irregularidade neste procedimento, e que ele próprio já havia rompido o contrato com a empresa denunciada. ''Nós descobrimos que esta empresa era inidônea em 2006. Se houvesse qualquer tipo de favorecimento entre a rádio Brasil Sul e a Centronic, não seria o Prefeito que iria romper com esse contrato, pelo contrário iria preservar essa relação'', alega.
Barbosa afirmou que não faz parte da administração da rádio, e chegou a sugerir um rastreamento das contas das instituições, para que seja apurada a fonte do pagamento aos vigilantes. Proposta que foi recusada logo em seguida pelo MP, sob alegação de que as provas constantes da investigação já eram suficientes pela decisão da propositura ou não da ação.
O promotor acrescentou que a ação foi proposta com fundamento na lei 8429/92, e que em caso de condenação, as sanções podem chegar a suspensão dos direitos políticos, reparação do dano, proibição de contratar com o poder público e outras questões previstas nos artigos 10 e 11 e 12 da lei de Improbidade Administrativa.
A reportagem não conseguiu contato com o advogado da Centronic, Elias Mattar Assad.


