Barbosa Neto defende 'armação' de vereador em denúncia de oferecimento de propina
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quarta-feira, 02 de maio de 2012
Redação FolhaWeb 
O prefeito de Londrina, Barbosa Neto (PDT), falou à imprensa, em seu gabinete, após prestar depoimento ao Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), na tarde de hoje (2). Ele voltou a defender a inocência de membros ligados ao seu governo que foram presos acusados de participação em um esquema de suborno.
O ex-secretário de governo Marco Cito, o diretor da Sercomtel Alysson Tobias de Carvalho e o chefe de gabinete Rogério Ortega estão detidos na Penitenciária de Londrina (PEL 2).
"Toda pessoa tem o direito à presunção da inocência. Não tivemos nenhum tipo de base concreta que houvesse algum tipo de participação deles ou minha em qualquer fato que está sendo apurado. Vamos aguardar. Eu, até agora, não sei do que se trata efetivamente. Vamos esperar o desenrolar dos fatos e tomaremos as devidas providências", afirmou o prefeito.
Barbosa Neto afirmou que o depoimento ao Gaeco foi "tranquilo", e que fez sua parte ao responder todos os questionamentos. O prefeito voltou a falar em "armação" promovida pelo vereador Amauri Cardoso (PSDB), autor da denúncia de oferecimento de propina que levou à prisão em flagrante de Marco Cito.
"Flagrante armado também é crime. Você não pode se basear por um agente político adversário da nossa administração que tem interesse em nos desgastar. Dentro de um prédio publico do governo do estado, que é nossa oposição, faz uma prisão com dinheiro que até agora não se sabe da origem. Até onde eu sei, o dinheiro estava com o vereador. Pode ter sido uma armação, ainda acredito nisso", disse o prefeito, que voltou a questionar o trabalho do Gaeco.
"Há muitos exageros que foram cometidos em diversas ocasiões que a Justiça veio a inocentar."
Depoimento- Durante quase duas horas, o prefeito foi ouvido, na condição de testemunha, em seu gabinete pelo delegado Alan Flore e pelo promotor Jorge Barreto. Na saída, Flore disse que a conversa com Barbosa Neto foi bastante produtiva. Sem revelar o teor dos questionamentos, o delegado do Gaeco apenas adiantou que a oitiva foi fundamental para esclarecer pontos da investigação.
"O depoimento do prefeito era de fundamental importância, mas não podemos fazer qualquer comentário a respeito do teor da conversa, porque a investigação ainda está em curso. Mas foi muito importante a versão que o prefeito apresentou para esclarecer detalhes da nossa investigação. Ele se colocou a disposição para apresentar as suas respostas diante dos questionamentos que foram feitos e acreditamos que foi bastante produtiva a oitiva realizada."
Flore confirmou que o nome do preefeito apareceu em outros depoimentos, mas explicou que em nenhuma das conversas ele foi citado como suspeito.
"O nome do prefeito não foi citado como suspeito, isso não ocorreu de forma alguma. Até por que se houvesse qualquer indicativo nesse sentido a investigação seria encaminhada ao Tribunal de Justiça que é a autoridade competente porque o prefeito tem foro privilegiado."
O delegado do Gaeco respondeu sobre a reclamação da defesa dos investagados, que não teve acesso a documentos do processo para orientar os clientes. Flore esclareceu que algumas provas são revestidas de sigilo legal.
"As provas que já estão produzidas no inquérito policial são franqueadas à defesa - aos investigados e seus advogados. Ocorre que algumas provas são revestidas de sigilo legal e essas provas, após serem produzidas, são documentadas e enviadas à autoridade judiciária que autorizou. Somente neste momento é que o juiz de direito pode autorizar que os advogados tenham acesso."
O prazo para conclusão do inquérito que investiga o pagamento de propina ao vereador Amauri Cardoso encerra amanhã. A partir daí, o Ministério Púlbico deve enviar o processo à Justiça. Alan Flore disse que somente após a conclusão será possível fazer uma análise do que foi levantado. Ele admitiu também um possível desdobramento da investigação.
Com informações do Portal Bonde.


