Barbosa nega envolvimento no caso Centronic
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quarta-feira, 20 de abril de 2011
Vinícius Zanin <br>Reportagem Local 
O prefeito Barbosa Neto (PDT), negou ontem qualquer irregularidade envolvendo a Prefeitura de Londrina no caso dos vigilantes da Centronic, em depoimento prestado à Promotoria de Defesa do Patrimônio Público. O Ministério Público (MP) investiga denúncia de que dois vigilantes da Centronic receberiam salário para trabalhar na segurança da Prefeitura, mas prestariam serviço na rádio Brasil Sul, de propriedade da família de Barbosa.
O prefeito compareceu à sede do MP acompanhado do seu advogado Vicente Marques e o Procurador-Jurídico do município Fidélis Canguçu. O depoimento durou cerca de 40 minutos.
Barbosa se defendeu afirmando que a rádio Brasil Sul mantinha um contrato de prestação de serviço com a Centronic e que cabia à empresa suprir os postos de trabalho com os vigilantes, de forma discricionária. ''Eu enquanto prefeito, foi quem rescindiu o contrato com a Centronic. Nós descobrimos que esta empresa era inidônea em 2006. Se houvesse qualquer tipo de favorecimento entre a rádio Brasil Sul e a Centronic, não seria o prefeito que iria romper com esse contrato, pelo contrário iria preservar essa relação'', alega.
Barbosa Neto afirmou que não faz parte da administração da rádio, e chegou a sugerir um rastreamento das contas das instituições, para que seja apurada a fonte do pagamento aos vigilantes. ''Eu me coloco a disposição. Sigilo bancário, fiscal e telefônico, se for necessário'', declarou.
Barbosa chegou a questionar a origem das acusações. ''Nós já estamos vivendo um período eleitoral, e os tradicionais adversários políticos não querem o sucesso de uma administração, e se apoiam a estas questões pequenas para atacar a nossa administração'', disparou Barbosa.
Segundo o promotor de Defesa do Patrimônio Público, Renato de Lima Castro, este foi o último depoimento colhido para a conclusão do procedimento investigatório. ''Agora vamos analisar se existe um ato de improbidade administrativa, passível de ser proposta uma ação'', afirma. Porém, o promotor não revelou quando deve ser anunciada a conclusão das investigações. ''Devemos terminar o mais breve possível, foram ouvidas em torno de 13 a 14 pesoas'', explica.
Sobre a hipótese apresentada por Barbosa, com relação à quebra de sigilo dos envolvidos, Castro, questionou a viabilidade de uma operação como esta. ''Os elementos, já colhidos, são bastante importantes e as provas bastante contundentes. Seria absolutamente desnecessária esta quebra de sigilo'', responde.
O promotor acrescentou que, caso seja comprovado o ato de improbidade administrativa será proposta uma ação, com fundamento na lei 8429/92, em que as sanções podem chegar a suspensão dos direitos políticos, reparação do dano, proibição de contratar com o poder público e outras questões previstas nos artigos 10 e 11 e 12 da lei de Improbidade Administrativa.


