Em entrevista à FOLHA ontem, no fim do dia, o prefeito Barbosa Neto (PDT) adiantou que deve barrar qualquer tentativa de liberar, na cidade, o transporte de passageiros em kombis ou vans. O pedetista argumentou que vai defender a ''discussão técnica, e não política'' do assunto, uma vez que, na avaliação dele, os meios alternativos são inviáveis em função do contrato com as empresas Grande Londrina e Francovig. ''Tenho a obrigação de zelar pela ordem, e a cidade já tem um meio de transporte licitado; não pode ficar dependendo de transporte alternativo'', resumiu.
Sobre a renúncia de Garcia à liderança do Executivo, Barbosa se esquivou: disse que não entraria ''em polêmica'', mas salientou que a decisão do parlamentar ''foi unilateral''. ''Ele tomou a decisão que quis; a imprensa e ele é quem têm de avaliar.'' A respeito das críticas do ex-líder, na sexta, quando afirmou à FOLHA que Barbosa tem um ''estilo de governar superficial'', o prefeito citou a visita feita aos vereadores, na Câmara, na última quinta-feira. ''Estou trabalhando, fui à Câmara, ele (Garcia) me tratou muito bem, assim como todos os vereadores. Então, creio que o desconforto foi dele, não só nem quis se sentar do meu lado, no dia em que estive lá, como agora tomou essa decisão de forma unilateral, sem discuti-la com o partido.'' Barbosa não citou quando a CMTU vai se posicionar sobre a tarifa de forma definitiva.
Indagado sobre seu novo líder na Câmara, o pedetista não anunciou nomes. ''Ainda não conversei com ninguém sobre esse assunto, nem tempo tive para isso.'' Se o nome necessariamente parte do PDT? ''Gostaria que fosse alguém do PDT, mas não sou eu quem decido. Antes de o Joel aceitar, já havia convidado o Sebastião Raimundo e o Roberto Fu (ambos do PDT), assim como a Sandra Graça (PP)'', admitiu.
Pelo PT, o presidente do partido, Sidney dos Santos, afirmou que o convite ''não existe''. ''Mas, se acontecer, temos que sentar para conversar. Por mim, porém, está descartadoo'', disse. Sandra admitiu o convite feito logo appos a posse de Barbosa, em 1º de maio, mas garantiu que, atualmente, ''isso não é prioridade''. ''Mesmo porque, ser líder exige muito compromisso e dedicação para aparar algumas arestas.'' (J.G.)

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