Barbosa e Nadai negam acusações
O prefeito de Londrina Barbosa Neto (PDT) negou que funcionários da CMTU que testemunharam contra a empresa na ação aberta pelo MPT estariam sofrendo represálias e demissões sem justificativa. Segundo o prefeito, ''os funcionários não têm culpa de nada disso e vão continuar trabalhando sem perseguição''. A ação investiga possíveis irregularidades no Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) da CMTU. ''Esse PCCS não foi (feito) na nossa administração. Isso foi de 1997, 2004 e 2006.''
O presidente da CMTU, André Nadai, que deixou a Câmara sem falar com a imprensa, convocou uma coletiva no final da tarde e também negou as acusações. Nadai disse que não existem benefícios concedidos a nenhum funcionário, inclusive à sua esposa. ''São 113 funcionários. Nós recorremos da ação porque haveria muitos funcionários que teriam que ser relocados para funções já extintas'', declarou.
Sobre a ''indústria da multa'', Nadai admitiu que houve uma melhora na receita da companhia, mas que isso não significa que houve ''incentivo'' para multar. Nadai alegou que o efetivo de fiscalização é que aumentou nos últimos anos. ''Isso não existe. Em Londrina a gente verifica um desrespeito muito grande por parte da população com relação às leis de trânsito e eu acho que se existisse essa pressão (para multar), com certeza esse número de multas triplicaria'', afirmou.
Sobre o vídeo mostrado na Câmara, Nadai diz que ali ele apenas explica aos funcionários a situação financeira da CMTU. ''Em nenhum momento ali se fala sobre multas ou fundo de trânsito. A situação financeira ainda não consegue trazer esse benefício de plano de saúde para todos os funcionários da CMTU. Eu estou apenas explicando isso a eles'', declara. (V.Z.)





