Barbosa e Hauly gastaram mais de R$ 2 mi no terceiro turno
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segunda-feira, 27 de abril de 2009
Wilhan Santin<br>Reportagem Local 
Os dois candidatos que disputaram o chamado ''terceiro turno'' das eleições municipais de Londrina realizado no dia 29 de março, Barbosa Neto (PDT) e Luiz Carlos Hauly (PSDB), gastaram, juntos, na campanha R$ 2.073.416,97. A juíza da 41 Zona Eleitoral de Londrina, Fabiana Bressan, aprovou ontem as contas do pedetista, liberando-o para a diplomação de hoje.
Segundo a prestação de contas da campanha entregue à Justiça Eleitoral, Barbosa arrecadou R$ 874.634,97 em doações e gastou R$ 874.616,97. O maior volume de contribuições veio do Centro Integrado de Educação Ciências e Tecnologias (Cenect), que pertence ao grupo Uninter, de Wilson Picler, suplente de Barbosa e agora assume o cargo de deputado federal. Total desembolsado pela instituição de Picler: R$ 431.650.
Também colaboraram a empresa CMT Engenharia, que doou R$ 120 mil e a União Norte do Paraná de Ensino - mantenedora da Unopar -, com R$ 50 mil. Figuram ainda na lista de doadores do pedetista o ex-deputado estadual Geraldo Cartário, doador de R$ 1.150 e o deputado federal Ratinho Junior (PSC), que colaborou com R$ 2 mil para a eleição do prefeito de Londrina. O PDT colaborou com R$ 145 mil.
Já o deputado federal Luiz Carlos Hauly (PSDB), derrotado por Barbosa no pleito municipal, declarou à Justiça Eleitoral ter gasto R$ 1.198.800,00 na campanha, porém a arrecadação do tucano não passou de R$ 615,8 mil. Prejuízo de R$ 583 mil.
Os maiores doadores de Hauly foram empresas de grande atuação no cenário nacional, como o grupo Gerdau, a construtora Cosan e a BM&FBovespa. As doações foram de R$ 30 mil, R$ 50 mil e R$ 80 mil respectivamente. O maior montante de doação ficou para o próprio PSDB, que desembolsou R$ 400 mil.
Questionado pela FOLHA sobre o prejuízo de campanha, Hauly respondeu que o PSDB, que assume a dívida, está de portas abertas para doações. ''Estamos aceitando a ajuda de quem quiser colaborar conosco; inclusive fica o apelo aos empresários. Estamos trabalhando com os três diretórios, municipal, estadual e federal para cobrir a dívida'', respondeu o deputado federal, que disse ainda que não esperava tamanho prejuízo. ''Fiquei surpreso, mas acho que isso aconteceu porque empresário nenhum aguenta três turnos. A doações exauriram'', lamentou.
A reportagem também tentou falar com Barbosa Neto, mas a assessoria de comunicação do prefeito eleito informou que ele teria ido até Maringá para uma visita de cortesia à Prefeitura daquela cidade, que é comandada por Silvio Barros II (PP), o qual foi aliado do prefeito eleito nas eleições de 2009.


